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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
INCIDÊNCIA DE DOENÇAS NEGLIGENCIADAS NO BRASIL
Relatoria:
Jéssica Andrade dos Santos
Autores:
  • Luana Ferreira Campos
  • Bruna Vieira Santos
  • Vitória Argélia Santos de Morais
  • Raphael Freitas Cunha
  • Roberta Adeodato Dantas Bezerra
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: As doenças negligenciadas representam uma preocupação persistente na população brasileira. Essas doenças são classificadas como um grupo de infecções fortemente associadas às condições de negligência, predominantes em países periféricos, incluindo dengue, esquistossomose, leishmaniose, malária e tuberculose. A atenção adequada e a implementação de políticas públicas eficazes são fundamentais para melhorar os prognósticos e reduzir o impacto dessas doenças nas comunidades afetadas. Objetivo: Analisar a incidência de pacientes diagnosticados com doenças negligenciadas no Brasil, no período entre 2010 e 2022. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, com levantamento de dados realizados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados no DATASUS. A incidência foi calculada a partir da divisão do número de casos confirmados pela população e multiplicado por mil. As variáveis selecionadas foram: dengue, esquistossomose, leishmaniose, malária e tuberculose (lista de morbidade CID-10), período (2010-2022), ano de notificação e local de ocorrência (Brasil). Os indicadores foram analisados através do software Microsoft Excel. Resultados: No Brasil, no ano de 2010, observou-se uma média de 0,61 casos por 1.000 habitantes que obtiveram pelo menos uma dessas doenças. No ano de 2022, esse indicador apresentou um aumento significativo, com a incidência de 7,39 casos a cada mil habitantes. Essa análise evidencia uma crescente incidência dessas doenças no país ao longo dos anos, além do aumento da notificação. Conclusão: O aumento da incidência de casos de doenças negligenciadas demonstra claramente a necessidade da implementação de estratégias eficazes de vigilância em saúde com medidas preventivas nos níveis de atenção primária e secundária.