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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS NOTIFICAÇÕES POR MALÁRIA NO CEARÁ
Relatoria:
Amanda Maria Bezerra Rocha
Autores:
  • Lorena Deynne Soares Brito
  • Madalena Isabel Coelho Barroso
  • Antônia Rosilene Pinheiro
  • Raquel Martins Mororó
  • Maria Izabel Avelino do Nascimento
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A malária é uma doença parasitária e infecciosa febril transmitida pela fêmea do mosquito Anopheles, infectada por protozoários do gênero Plasmodium. No Brasil, a malária é um problema significativo de saúde pública, com mais de 300.000 casos anuais, dos quais 99% ocorrem na região amazônica, devido a isso, todos os casos identificados em regiões extra-amazônicas são considerados doenças de notificação compulsória imediata. Além disso, a infecção pelo Plasmodium possui um período de incubação de 1 a 2 semanas e pode causar febre, calafrios, sudorese, cefaleia, náuseas, vômitos e mialgias. Casos graves, especialmente os causados por P. falciparum, podem levar a complicações severas e fatais se não tratados adequadamente. Nas regiões endêmicas, a recorrência da malária facilita o diagnóstico e tratamento. Todavia, em regiões extra-amazônicas, a vigilância epidemiológica é crucial para orientar os profissionais de saúde na prevenção e diagnóstico adequado da doença. Objetivos: analisar o perfil epidemiológico da malária em pacientes atendidos em um hospital de referência em infectologia no Ceará, de janeiro de 2023 a maio de 2024. Métodos: Utilizou-se uma abordagem epidemiológica ecológica com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis no Departamento de Informática do Ministério da Saúde (DATASUS). Resultados: Foram notificados 22 casos confirmados de malária no Ceará, envolvendo pacientes de várias regiões endêmicas, incluindo a Amazônia (Roraima, Acre, Rio Branco, Belém, Cuiabá, Rio de Janeiro e Amapá) e do exterior (Guiana Inglesa, Angola, Nigéria, Venezuela e Costa do Marfim). Destes, 86,4% eram homens e 13,6% mulheres, com ocupações variadas, incluindo viajantes, garimpeiros, agricultores e turistas que mostraram uma relação direta com os fatores epidemiológicos. Conclusão: O conhecimento das manifestações clínicas e opções terapêuticas da malária é crucial para otimizar o atendimento, especialmente em áreas não endêmicas. A prevenção, diagnóstico precoce e controle eficaz da transmissão, juntamente com políticas públicas adequadas, são essenciais para reduzir a morbidade e mortalidade associadas à malária.