
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
SAÚDE MENTAL DE MULHERES INDÍGENAS E FATORES ASSOCIADOS: ESTUDO TRANSVERSAL
Relatoria:
Willams Henrique da Costa Maynart
Autores:
- Rita de Cássia Batista de Oliveira Peixoto
- Manuela Filter Allgayer
- Tamara Rodrigues dos Santos
- Maria Cicera dos Santos de Albuquerque
- Haroldo da Silva Ferreira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Povos indígenas sobrevivem em situação de vulnerabilidade social, cenário associado a maior risco para Transtornos Mentais Comuns (TMC), condições prevalentes na população geral e que afetam o controle das emoções e o comportamento humano, sobretudo para as mulheres. Objetivo: Conhecer a prevalência e fatores associados aos TMC entre mulheres Indígenas de um estado brasileiro. Método: Estudo transversal, fruto de macroprojeto “Nutrição, saúde e segurança alimentar dos povos indígenas do estado de Alagoas”, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas, com amostra probabilística de 937 mulheres (20 a 59 anos) indígenas de Alagoas. Por meio de visitas domiciliares, foram coletados dados demográficos, socioeconômicos, sobre saúde e estilo de vida da mulher, para o que foram utilizados formulários eletrônicos instalados em tablets. O TMC foi identificado pelo ponto de corte >= 7 após aplicação do Self Report Questionnaire (SRQ-20). A análise estatística foi realizada com o Stata® 12.0. As associações foram testadas de forma bruta (qui-quadrado). Significância estatística foi assumida quando p<=0,05. Resultados/discussão: 45,25% (n=424) mulheres indígenas apresentaram preditores de TMC. As variáveis independentemente associadas a essa condição foram: faixa etária (p=0,008), escolaridade (p<0,001), chefe de casa (p=0,003), insegurança alimentar (p<0,001), uso do tabaco (p<0,001), programa de governo (p=0,04), filho <5 anos (p<0,001). O desfecho apresentou maior prevalência, comparado a estudo de Nunes et al. (2016) com prevalência de 36,3% de TMC entre indígenas em seis cidades do Brasil; e discretamente maior que estudo australiano de Nasir et al. (2018), com 43,9% de mulheres com transtorno mental. Considerações finais: Fatores determinantes e condicionantes de saúde no estudo revelam-se preocupantes, além da alta prevalência de TMC. Espera-se maior visibilidade à problemática da saúde mental e que estratégias de cuidados de Enfermagem, multidisciplinares e coletivos sejam implementadas a mulheres indígenas no Estado.