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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
COBERTURA VACINAL INFANTIL ENTRE 2019 A 2022 EM UM MUNICÍPIO NO MARANHÃO
Relatoria:
Ana Beatriz Aguiar Nusrala
Autores:
  • ELIANE MENDES RODRIGUES
  • Kelly Mayane Lima de Sousa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A imunização é fundamental para conter doenças infecciosas que colocam vidas em risco. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a imunização é um dos investimentos mais eficientes em saúde para os países, prevenindo de dois a três milhões de óbitos anualmente no mundo. A pandemia do novo coronavírus, notadamente, colocou à prova os sistemas de saúde globalmente, impactando a entrega de serviços essenciais, incluindo os programas de imunização, devido ao receio de que a continuidade da vacinação de rotina e as campanhas em larga escala poderiam contribuir para a propagação da COVID-19. O presente estudo teve por objetivo analisar a prevalência da cobertura vacinal infantil de 0 a 6 anos entre 2019 a 2022 em um município do Maranhão, incluindo assim um período não pandêmico e pandêmico para futuras comparações. Trata-se de um estudo descritivo, com análise quantitativa e retrospectivo, baseado na coleta de dados secundários disponíveis no DATASUS. Os impactos adversos da pandemia da COVID-19 se refletiram de maneira desfavorável no programa de imunização infantil, resultando em uma notável diminuição na cobertura vacinal. Ao analisar os imunizantes, destaca-se que a vacina BCG foi a única entre os imunizantes que alcançou consistentemente a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde em todos os anos considerados e a vacina Tetra viral foi aquela que apresentou a menor cobertura, registrando apenas 0,50% em 2020. Apesar de já existir uma tendência de declínio na cobertura vacinal, motivada por vários fatores, este estudo revela uma redução significativa nos índices registrados em 2020 e 2021. Assim, embora não seja possível afirmar categoricamente que a pandemia da COVID-19 e as medidas de distanciamento sejam as causas diretas da diminuição na imunização, podemos inferir uma associação. Isso ressalta a necessidade de implementar estratégias adicionais em situações de emergência, como intensificar a conscientização pública e promover campanhas reforçadas de vacinação.