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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
MACROSSÔMIA FETAL SEGUNDO AS CARACTERISTICAS MATERNAS, CRUZEIRO DO SUL, ACRE
Relatoria:
Amanda Michele Pimentel Morais
Autores:
  • Lucas Moura da Costa
  • Maria José Francalino da Rocha Pereira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A macrossomia fetal é caracterizada pelo peso igual ou maior que 4.000 gramas. Esta condição pode resultar em diversas complicações tanto para a parturiente quanto para o recém-nascido. Objetivo: Identificar perfil e taxa de macrossomia fetal segundo características sociodemográficas e obstétricas maternas. Metodologia: Estudo ecológico, realizado com dados secundários proveniente do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) coletados nos meses de outubro e dezembro de 2023. A amostra composta por informações de nascidos vivos, filhos de mães residentes no Município de Cruzeiro do Sul, estado do Acre, no período de 01 de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de 2022. A taxa de macrossomia fetal, variável de interesse, foi calculada utilizando-se o número total de nascidos vivos de mães residentes, com peso ao nascer igual ou maior a 4000g como numerador e o número total de nascidos vivos de mães residentes como denominador, multiplicado por 100. Os dados foram organizados e categorizados em uma planilha Excel e analisados utilizando o software Epi Info versão 7.2.0.1. Resultados: Foram registrados 8.612 nascimentos, dos quais 503 foram macrossômicos. Verificou-se que a macrossomia fetal ocorreu entre as mulheres do grupo etário de 15 e 35 anos de idade (88,5%), com companheiro (82,5%) e ensino médio completo/incompleto (66,8%), entre as mulheres multíparas (66,0%), com ausência de perdas fetais/abortos (78,1%), com cesárea prévia (66,8%), início do pré-natal no primeiro trimestre (73,0%), e que frequentaram a 7 ou mais consultas (69,4%), gravidez de feto único (99,8%) em apresentação cefálica (95,2%). Maiores taxas de macrossomia fetal foram verificadas no grupo de mulheres com idade maior que 35 anos (6,0%), seguidas das de 15 a 35 anos (5,9%); naquelas sem escolaridade (8,4%) e com companheiro (5,9%); entre as mulheres multíparas (6,1%), com duas ou mais perdas fetais/aborto (7,2%), com cesáreas prévias (8,6%), com início do pré-natal no primeiro trimestre (6,0%), que frequentaram sete ou mais consultas (6,6%), na gravidez de feto único (6,0%) em posição anômala (6,3%). Conclusão: A partir dos resultados encontrados, conclui-se que a macrossomia fetal está significativamente associada a certas características sociodemográficas e obstétricas maternas. Esses achados sugerem a necessidade de um acompanhamento no pré-natal mais rigoroso para mulheres com essas características, a fim de reduzir os riscos associados à macrossomia fetal.