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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
OCORRENCIA DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS EM AMOSTRAS CERVICAIS DE MULHERES QUILOMBOLAS
Relatoria:
Rayane Alves Machado
Autores:
  • Gabriel Rodrigues Côra
  • Luís Eduardo Araújo Coelho Vasconcelos
  • Jonas Souza Dourado
  • Francisco Italo Gomes Alencar
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são causadas por protozoários, vírus, bactérias e outros microrganismos, e estão entre os problemas de Saúde Pública mais prevalentes em todo o mundo. Quando não tratadas, possibilitam co-infecção e complicações mais graves na mulher, como infertilidade, complicações gestacionais e até a morte do feto ou ambos. OBJETIVO: Avaliar a ocorrência de infecções sexualmente transmissíveis em amostras cervicais de mulheres quilombolas de Caxias – Maranhão. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal de caráter exploratório descritivo com abordagem quantitativa, realizado no período de 2022 a 2023 na cidade de Caxias-MA em seis comunidades quilombolas. Foi aplicado um questionário estruturado com 23 questões de forma individualizada e coletado o swab cervical por meio de citologia em meio líquido com análise dos exames por técnica de biologia molecular. Os dados foram implantados no software Survey Monkey. A pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o C.A.A.E: 2.867.682. RESULTADOS: A amostra foi composta por 122 mulheres. A faixa etária mais frequente foi entre 21 e 30 anos. A maioria sendo pardas ou pretas, de baixo nível socioeconômico e educacional, católicas, casadas ou em união estável e lavradoras. No âmbito das ISTs, 72,95% tinham pelo menos uma, enquanto 27,05% nenhuma. A co-infecção foi observada em 38,52% das mulheres. Chlamydia trachomatis (1,64%), Neisseria gonorrhoeae (0,82%), Mycoplasma genitalium (2,43%) e Trichomonas vaginalis (9,02%) apresentaram baixa taxa de infecção, entretanto Ureaplasma parvum (62,30%), Mycoplasma hominis (36,89%) e Ureaplasma urealyticum (15,57%) foram identificadas em significativa frequência. CONCLUSÃO: Concluiu-se que as mulheres pertencentes aos grupos étnicos complexos vivem um contexto de vulnerabilidade social que favorece práticas sexuais de risco. Os resultados mostraram que as infecções sexualmente transmissíveis estão presentes nessas comunidades, o que evidencia a importância de políticas de saúde e práticas de educação em saúde como medidas de prevenção e quebra da cadeia de transmissão.