
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
A ESCOLHA DA TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA SOBRE A PERSPECTIVA DO PACIENTE: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Relatoria:
TATIANE DA SILVA CAMPOS
Autores:
- Lorena Carlos Correa
- Viviane Ganem Kipper de Lima
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: a tomada de decisão para a escolha da Terapia Renal Substitutiva (TRS) é um momento complexo e que expõe o paciente ao medo e expectativas das mudanças que estas acarretarão. Dentre as possibilidades o paciente precisa refletir sobre a possibilidade de tratamento domiciliar ou em clinica, tratamento diário ou dia sim e não; ou ainda sobre a necessidade de intervenções cirúrgicas. Objetivo: Descrever os principais apontamentos da literatura sobre a visão do paciente para a escolha da TRS. Método: revisão de literatura que buscou por “O quanto a autonomia do paciente renal crônico foi respeitada durante o processo de escolha da terapia renal substitutiva?”. A pergunta de pesquisa foi elaborada pela estratégia PICO. A busca foi através dos descritores “(Insuficiência renal crônica) AND (Diálise renal) AND (Comportamento de escolha)” na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) nas bases de dados: MEDLINE, IBECS, LILACS e BDENF- Enfermagem; por texto completo, pesquisa de campo já concluída, em língua inglesa, espanhola ou portuguesa e ter sido publicada nos últimos 20 anos. Foram excluídos artigos pagos, revisões integrativas e textos que não abordem a temática central da pesquisa. Resultados/Discussão: Foram encontrados 138 trabalhos. Após a aplicação dos critérios anteriormente descritos restaram apenas 18, sendo 16 da MEDLINE,1 da IBECS, 1 da LILACS e nenhum da BDENF-Enfermagem. Os pacientes identificam fatores relevantes para a tomada de decisão como o apoio de familiares e a estrutura residencial. Muitos relatam que fizeram escolhas conscientes sobre a modalidade, principalmente entre os que fazem Dialise Peritoneal. Flexibilidade, independência e sentimentos de segurança foram fatores-chave na determinação da escolha da modalidade, sendo a manutenção de uma vida mais próximo do "normal" o objetivo principal. Porém, ainda é apontado em estudos que a decisão foi tomada pelo médico e que há dificuldades na tomada de decisão de forma compartilhada (médico-paciente). Não foi citada a participação de enfermeiros neste processo de apoio e tomada de decisão de pacientes. Considerações finais: A literatura aponta potencialidades e dificuldades enfrentadas neste momento. Ressaltamos que a enfermagem precisa vislumbrar a possibilidade de advogar em favor do paciente neste momento e, enquanto equipe, se inserir neste processo de tomada de decisão ativamente. O poder da escolha precisa ser centrado no paciente e na potencialidade da autonomia deste.