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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA SÍFILIS CONGÊNITA EM SANTA INÊS-MA NO PERÍODO DE 2019 A 2023
Relatoria:
Karina Silva Freitas
Autores:
  • Aline Santana Figueredo
  • Vitória Maria Andrade Pinheiro Souza
  • Alice dos Santos Almeida
  • Edmilson de Araujo Vieira
  • Willian Correa de Souza
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum, tem cura, é exclusiva do ser humano, possui tratamento gratuito ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está na lista de agravos e doença de notificação compulsória. Já a Sífilis Congênita (SC) é uma consequência da propagação hematogênica do patógeno da gestante, não tratada ou tratada inadequadamente, para o feto, ocorrendo em qualquer etapa da gravidez ou estágio clínico da doença materna. A disseminação desse micro-organismo em gestantes pode ocasionar o aborto, morte fetal ou sepse neonatal, além de afetar os sistemas nervoso central, hematológico, muscular, esquelético e, com menos frequência, alguns órgãos como olhos, rins e pulmões. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico e sociodemográfico da Sífilis Congênita, no período de 2019 a 2023, no município de Santa Inês. METODOLOGIA: Estudo descritivo, epidemiológico e retrospectivo, com abordagem quantitativa dos dados. Eles foram coletados por meio do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (SINAN) fornecidos pela secretaria municipal de saúde. As variáveis analisadas foram: ano de notificação, sexo, escolaridade, etnia, realização de pré-natal, diagnóstico da mãe, tratamento e evolução do caso. Os dados foram tabulados e analisados na plataforma Microsoft Excel 2019. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Entre 2019 e 2023 foram notificados 15 (100,0%) casos de sífilis congênita no município de Santa Inês, sendo que o ano de 2021 obteve os maiores índices de notificações, com seis casos notificados (40,0%). Quanto ao perfil, 9 (60,0%) das crianças eram do sexo masculino, sendo que 86,7% das mães autodeclaram-se pardas, com ensino fundamental completo (40,0%). Quanto a realização do pré-natal, 14 (93,3%) das mães afirmaram que o realizaram, sendo ainda que 8 (53,3%) realizaram o diagnóstico ainda no pré-natal, e 3 (20,0%) após o parto, sobre o esquema de tratamento, 40,0% foi considerado como adequado, 33,3% não foi realizado e 26,7% foram inadequados. Quanto a evolução do recém-nascido, 86,7% estão vivos e dois foram classificados como natimortos (13,3%). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Embora seja ofertado gratuitamente às gestantes um pré-natal adequado para diagnóstico e tratamento de Sífilis, inclusive aos parceiros, ainda houve casos congênitos no município, incluindo mortalidade fetal, o que evidencia a necessidade de implementar melhores estratégias de saúde.