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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
AVALIAÇÃO DAS PRÁTICAS DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: 2016 A 2022
Relatoria:
Ana Beatriz Estevão Morais
Autores:
  • Victor Edney de Carvalho Maio
  • Daniela Oliveira Pontes
  • Priscilla Perez da Silva Pereira
  • Alytissa Kalyne da Silva Cosme
  • Eduardo Silva de LIma
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A segurança do paciente é uma preocupação crescente desde o século XIX, com Florence Nightingale, e ganhou destaque com o relatório "To Err is Human" em 1999. No Brasil, o Programa Nacional de Segurança do Paciente foi estabelecido em 2013, com a ANVISA aplicando autoavaliações anuais desde 2016, especialmente em UTIs. Esta avaliação é essencial para o planejamento estratégico das medidas necessárias, tornando os serviços de saúde mais eficazes e seguros para os pacientes. Objetivo: Analisar os dados da avaliação de práticas de segurança do paciente em hospitais com UTIs entre 2016 e 2022. Metodologia: Estudo descritivo quantitativo utilizando relatórios de Avaliação Nacional de Práticas de Segurança do Paciente de 2016 a 2022, disponíveis no portal da ANVISA. Foram coletadas informações sobre número de hospitais participantes, conformidade dos indicadores e comparação entre Rondônia e o Brasil. Resultados: Os resultados mostraram que a participação dos hospitais aumentou de 40% em 2016 para 73% em 2022, embora ainda abaixo das metas estabelecidas pela ANVISA. Na análise dos dados, observou-se que, indicadores como a Prevenção de Infecção do Trato Urinário (C10) e do Sítio Cirúrgico (C12) apresentaram maiores inconformidades, refletindo desafios persistentes na implementação de práticas seguras. Por outro lado, a existência de um Núcleo de Segurança do Paciente (C1) e o Monitoramento de Infecções (C19) mostraram alta conformidade, indicando um compromisso institucional com a segurança do paciente. Em Rondônia, a participação variou, com destaque negativo em 2021, onde apenas quatro hospitais alcançaram alta conformidade. As maiores fragilidades foram observadas na conformidade dos protocolos de prevenção de infecções e na adesão às práticas de higiene das mãos, essenciais para reduzir infecções hospitalares. Os resultados também revelam uma tendência de melhoria gradual, mas a necessidade de esforços contínuos para alcançar as metas estabelecidas. Considerações Finais: Apesar do aumento na participação e alguns avanços, como a criação de Núcleo de Segurança do Paciente, há necessidade de políticas mais eficazes e adaptadas às realidades locais para superar as barreiras. Além disso, este estudo permite identificar fragilidades nos serviços de Rondônia e planejar ações para fortalecer a segurança do paciente. A adoção de melhores práticas e a promoção de um ambiente seguro são fundamentais para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde.