LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ACIDENTES DE TRANSPORTE TERRESTRE - ANÁLISE DAS OCORRÊNCIAS DAS VÍTIMAS ADMITIDAS EM UTI
Relatoria:
LUCIENE MIRANDA DE ANDRADE
Autores:
  • ANGELA ROBERTA DO NASCIMENTO SILVA
  • FRANCY MARY MIRANDA DE ANDRADE
  • FRANCISCA DE FATIMA VASCONCELOS
  • MARIA EDUARDA DA SILVA SOUZA
  • DANIELE CRISTINA ANDRADE E SILVA MAIA
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Os acidentes de transporte terrestre configuram um sério problema de saúde pública em nossa sociedade pois vem repercutindo de maneira drástica no tempo de vida produtiva em nossa população devido ao fato de envolverem em sua maioria pessoas em faixa etária jovem. Objetivo: Analisar as ocorrências relacionadas a acidentes de transporte terrestre em pacientes admitidos em Unidade de terapia Intensiva – UTI. Métodos: Trata-se de estudo epidemiológico, exploratório e descritivo com abordagem quantitativa, desenvolvido em um hospital de emergências referência estadual no atendimento às causas externas, situado na cidade de Fortaleza – CE. A população/amostra foi composta por 279 pacientes vítimas de acidente de transporte terrestre que necessitaram de suporte intensivo. A coleta de dados foi realizada a partir do livro de registro do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia, de pacientes admitidos na UTI no ano de 2019. As variáveis foram transcritas para Excel e analisadas pelo EpiInfo, ressalta-se que foram respeitados os aspectos éticos segundo resolução 466/12. Resultados: A maioria das vítimas pertence ao sexo masculino (217 – 77,8%), na faixa etária entre 20 a 29 anos (58 – 20,8%), raça parda (267 – 95,7%), dentre os acidentes de transporte terrestre, destacou-se o acidente de motocicleta (160 - 57,3). Admitido no domingo (74 – 26,5%), no horário entre 18 às 24h (108 – 38,7%), sendo residente no interior do estado do Ceará (185 – 66,3%). Sofreu politraumatismos (135 – 48,4%) e trauma craniano (124 – 44,4%), tendo como motivo para internamento em UTI o trauma craniano grave (196 – 70,3%), ficando hospitalizado na UTI por período entre oito a 15 dias (94 – 33,7%) e saindo por transferência interna (215 – 77,1%), no entanto 58 (20,8%) evoluíram a óbito. O tempo de hospitalização foi maior de 30 dias (157 – 56,3%) e tiveram alta hospitalar por melhora clínica (191 - 68,5%). Conclusões: Os resultados reforçam a necessidade de intensificação de estratégias de Promoção da Saúde direcionadas ao controle e redução de ocorrências relacionadas aos acidentes de transporte terrestre, dentre estes, destacando-se os de motocicleta e em cidades do interior do estado.