
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ACOLHIMENTO E HUMANIZAÇÃO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Camira nadje vieira maciel
Autores:
- Maria Raquel Antunes Casimiro
- Francisco Wilson de Lemos Dantas Junior
- Mylena Ramos Gonçalves
- Jessika Lopes Figueiredo Pereira Batista
- Andressa de Sousa Almeida
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: A assistência de enfermagem prestada aos pacientes criticamente enfermos deve ser pautada no acolhimento e humanização, especialmente nos serviços de saúde em que há a predominância de recursos tecnológicos, a exemplo da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), objetivando diante disso, priorizar o ser como um todo, suas necessidades e também emoções. OBJETIVO: Descrever a vivência profissional frente ao acolhimento e da humanização na UTI. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência a partir da vivência profissional inicialmente como técnica de enfermagem e posteriormente como enfermeira durante 15 anos de atuação na UTI do Hospital Regional de Cajazeiras (HRC), no estado da Paraíba. A UTI do HRC é caracterizada como unidade de porte adulto, contendo 07 leitos de terapia intensiva, com rotina bem estabelecida e equipe treinada. Para construção do relato utilizou-se de métodos observacionais de como a equipe se manifesta diante a acolhida e a humanização do cuidado ao paciente crítico. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram vivenciadas muitas situações durante esse período, tais como o acolhimento de pacientes durante uma admissão, a separação da família e ou no processo de morte, os cuidados humanizados da equipe multiprofissional, tendo como primordial os cuidados da equipe de enfermagem, destacando-se como desafios para a equipe na implementação de um cuidado mais humanizado e integral: a falta de comunicação entre todos – paciente, família e equipe; as condições dos pacientes internados, conforme a gravidade dos cuidados e outros fatores inseridos, como as tecnologias que impedem a maior aproximação durante os procedimentos. Notou-se que mesmo com a rotina exaustiva o profissional de enfermagem necessita de um olhar ainda mais acolhedor que consiga identificar as peculiaridades de cada ser envolvido por angústias e sofrimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O enfermeiro que atua na UTI juntamente com a equipe que desempenha cuidados diretos e contínuos aos pacientes, devem promover conforto e segurança aos pacientes criticamente enfermos, bem como a família. Entretanto, para favorecer um campo de prática acolhedor e humanizado, é necessário a sensibilização dos profissionais, a mudança de condutas, atitudes e comportamentos que busquem maior aproximação junto ao paciente para que os recursos tecnológicos não sobreponham a conduta principal que é o olhar holístico para o ser que perpassa a condição de saúde ou doença.