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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PANDEMIA DE COVID-19 E A SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM: DESAFIOS NA PRÁTICA ASSISTENCIAL
Relatoria:
Wendel Alexandre Bezerra Camelo
Autores:
  • Aline Santana Figueredo
  • Antonio Dias Carneiro Neto
  • Gabriela Martins de Araújo
  • Walewska Araújo da Silva
  • Gabrielly de Araújo Brito Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A pandemia de COVID-19 lançou um novo olhar sobre a prática dos profissionais de enfermagem, com o aumento da disseminação do SARS-CoV-2 gerando angústias, especialmente entre os profissionais de saúde, sendo os profissionais da enfermagem um dos principais atores que estavam na linha de frente da pandemia. Dados mostram que 45% desses profissionais relataram sintomas de ansiedade e 30% sintomas de depressão. Esses fatores, somados à sobrecarga de trabalho, desvalorização da classe e incertezas sobre a vacinação, contribuíram para o aumento do adoecimento psicossomático. É crucial analisar os impactos da pandemia na prática assistencial da enfermagem e buscar soluções para mitigar esses efeitos a longo prazo. Objetivo: Analisar os impactos da pandemia de COVID-19 na saúde mental e prática assistencial dos enfermeiros. Metodologia: Trata-se de um estudo de revisão integrativa. Os artigos foram identificados por meio da busca nas bases de dados: PUBMED (National Library of Medicine) e SCIELO (Biblioteca Científica Eletrônica Online), utilizando uma combinação dos seguintes descritores: Covid-19, Pandemia, Enfermagem e Saúde Mental. A seleção dos artigos foi realizada com base nos seguintes critérios de elegibilidade: estudo de rastreamento, em português, publicados entre 2019 e 2024. Resultados e discussão: Foram selecionados seis estudos que destacam os impactos enfrentados pelos profissionais de enfermagem durante a pandemia. Os resultados evidenciam exaustão emocional devido ao aumento da carga de trabalho, gravidade dos pacientes e alto número de mortes nas unidades de COVID-19. Além disso, há uma sobrecarga adicional nas unidades não dedicadas, devido às mudanças organizacionais e aumento da demanda por serviços de saúde. As estratégias de enfrentamento adotadas incluem autocuidado, lazer, atividade física e espiritualidade. No entanto, existem diferenças na compreensão da exaustão emocional e na realização profissional entre enfermeiros que atuam em unidades dedicadas e não dedicadas à COVID-19. Esses resultados destacam a necessidade de suporte psicológico e organizacional adequado, reconhecendo os desafios específicos enfrentados por cada grupo de profissionais. Considerações finais: Este estudo destaca a urgência de tratar os impactos da COVID-19 na saúde mental dos enfermeiros. A sobrecarga de trabalho aumentou a ansiedade e a depressão, percebe-se a necessidade de oferecer suporte psicológico e organizacional para os profissionais.