
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR NO ESTADO DO MARANHÃO, NO PERÍODO DE 2018 A 2022
Relatoria:
Edariel Santos Sousa
Autores:
- Carla Daniele Gomes Costa
- Geovana Silva de Sousa
- Maria Luiza de Andrade Sousa
- Arthur André Castro da Costa
- Aline Santana Figueredo
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: As leishmanioses são caracterizadas um grupo de doenças negligenciadas e de transmissão vetorial, presente em vários países das Américas, e dentre os países, o Brasil é considerado endêmico para esta patologia, sendo que dos estados brasileiros, o Maranhão ocupa o primeiro lugar com o maior índice de casos de leishmaniose, sendo a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) a mais prevalente nesta população. Diante disso, se torna de essencial importância realizar uma análise epidemiológica da distribuição desta doença no estado, a fim de auxiliar no aprimoramento de estratégias de prevenção. Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico da Leishmaniose Tegumentar no Maranhão, no período de 2018 a 2022. Metodologia: Estudo descritivo, epidemiológico e retrospectivo, com abordagem quantitativa dos dados. Os dados foram coletados através do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (SINAN), notificados no período de 2018 a 2022. As variáveis analisadas foram: ano de notificação, sexo, escolaridade, etnia, faixa etária, tipo de entrada, forma clínica, classificação epidemiológica, critério de confirmação e evolução. Os dados foram tabulados e analisados na plataforma Microsoft Excel 2019. Resultados e discussão: Entre 2018 e 2022 foram notificados 6.902 casos de LTA no estado do Maranhão, sendo que o ano de 2022 obteve os maiores índices de notificação (24,9%), seguido do ano de 2021 (1.370 – 19,8%). Quanto a variável sexo, foi observado que os homens (5.061 – 73,3%). Em relação a variável escolaridade, 2.916 (42,2%) dos casos notificados possuíam ensino fundamental incompleto, e 1.302 (18,9%) foram ignorados ou brancos. Ainda sobre o perfil, 5.293 (76,7%) se autodeclaram pardos, e a faixa etária com os maiores casos notificados compreende a idade entre 20 e 39 anos (42,4%), o que corresponde a população economicamente ativa. Em relação aos dados clínicos, 6.461 (93,6%) foram registrados como caso novo, a principal forma clínica foi cutânea (6.591 – 95,5%), o critério de confirmação mais predominante foi o clínico laboratorial (5.707 – 82,7%), e quanto a evolução, 74,1% dos casos evoluíram para cura. Conclusão: Estes dados evidenciam que a LTA ainda é um grande problema de saúde no Maranhão, na qual acomete principalmente a população mais vulnerável. Assim, este trabalho sugere que seja aprimorado as políticas públicas voltadas para as medidas de educação em saúde e prevenção deste agravo.