
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CANDIDATOS AO RETRANSPLANTE RENAL: PENSANDO ESTRATÉGIAS DE CUIDADO DIRECIONADO AS NECESSIDADES.
Relatoria:
TATIANE DA SILVA CAMPOS
Autores:
- Victória Ribeiro Teles
- Marilei de Melo Tavares
- Carla Cristina Gonçalves
- Flávia Maria Alves Costa da Silva
- Joyce Martins Arimatea Branco Tavares
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A perda do transplante renal (TX) pode ser um momento traumático para o paciente que está adaptado a este tratamento. É primordial que a equipe de cuidado estimule, quando possível, a busca pela possibilidade de retorno para esta modalidade de tratamento. Objetivo: Descrever características de pacientes candidatos a retransplante renal que podem auxiliar enfermeiros na elaboração do plano de cuidados para esta população. Metodologia: realizou-se análise dos dados oriundos do projeto de pesquisa, ainda em andamento, intitulado “Retransplante Renal: a visão do paciente sobre a assistência de enfermagem", aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) com o número do parecer 6.565.364. Esses foram coletados no período de fevereiro a abril de 2024 em um Hospital Universitário do Rio de Janeiro, contando com a participação de sete pacientes que estão se preparando para o retransplante. Resultados/Discussão: a Idade média é de 48,71±19,48 anos e estes realizaram o primeiro transplante com 31,71±17,01 anos. A duração média do enxerto e tempo de permanência no tratamento foi 15,71±18,29 anos. O motivo da perda do tx anterior: 3 (42,9%) Rejeição crônica; 2(28,54%) não sabem relatar; 1 (14,27%) Falha do enxerto; 1(14,27%) Rejeição aguda. O tempo que estes aguardam por um novo órgão: 9,14±9,24 meses. 43% referem dificuldades relacionadas a terapia renal substitutiva realizada atualmente: confecção de acesso definitivo e acostumar com o tratamento. Todos os 7 fazem Hemodialise enquanto aguardam o novo TX. Os pacientes referem a importância da enfermagem no cuidado e na realização de técnicas e entendem a importância e a necessidade do cuidado de enfermagem no processo do retransplante e na hemodialise. São pacientes jovens e que permaneceram neste tratamento por períodos prolongados. Discutir os motivos da falha do enxerto pode ser uma estratégia para evitar nova falha. Propõe-se que a atenção e a discussão do retransplante possa ser incorporada ao cotidiano da hemodiálise, com rodas de conversas da equipe multidisciplinar e a elaboração do plano de cuidados que contenha resolução para as dificuldades apontadas da experiência anterior. Considerações finais: O diálogo é capaz de favorecer o entendimento e a colaboração, erradicando anseios e promovendo maior qualidade de vida a esses indivíduos enquanto aguardam por um novo transplante. A equipe enfermagem pode ser a referencia para este momento.