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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
AVALIAÇÃO DA AUTOEFICÁCIA MATERNA DOMICILIAR NO CUIDADO AO RECÉM-NASCIDO DE RISCO NO PÓS-ALTA
Relatoria:
EUNICE DE FÁTIMA SOARES DA CUNHA
Autores:
  • Ester Gabrielle Cavalcanti de Macêdo
  • Thaylane Gomes da Silva
  • Waldemar Brandão Neto
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Dissertação
Resumo:
Introdução: A exposição dos pais aos ambientes de unidades de cuidados intensivos neonatal pode influenciar negativamente no desenvolvimento da parentalidade, pois eles encontram dificuldades em desempenhar plenamente seus papéis. Dessa maneira, tem-se o entendimento que a chegada de um recém-nascido no ambiente domiciliar pode ser considerada um período crítico de adaptação principalmente para os pais, pois, é nesse momento que a família passará a ser responsável por todo cuidado ofertado. A autoeficácia parental é entendida como desenvolvimento da confiança/competência dos pais em cuidar dos seus filhos. Objetivo: Avaliar autoeficácia domiciliar de mães de crianças hospitalizadas em unidades intensivos neonatal no primeiro ano de vida. Método: Trata-se de um estudo transversal realizado por entrevistas via telefone com 62 mães sobre a autoeficácia materna ocorrendo no período de julho a outubro de 2023. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Oswaldo Cruz/Procape com parecer número (nº. 6.177.569). Resultados: Ao avaliar a classificação do escore de autoeficácia por domínios verifica-se que a maioria das participantes apresentou um alto nível de autoeficácia parental (77,4%); importância das tarefas (98,4%); e competência parental autopercebida (77,4%). No escore total de autoeficácia (93,5%) das pacientes apresentaram nível elevado, apenas (6,5%) apresentaram nível médio e nenhuma das mulheres apresentou nível baixo de autoeficácia. Discussão: Para garantir a eficácia dessas mães no domicílio, é crucial que os profissionais de saúde reconheçam seu papel em apoiar os pais no desenvolvimento da capacidade de interagir e se envolver com seus bebês em todas as áreas de cuidados. Isso envolve não apenas fornecer cuidados médicos e de enfermagem que promovam a sobrevivência, mas também capacitar os pais permitindo que cuidem de seus bebês com confiança. Os profissionais podem auxiliar as mães de duas formas: tornando forte suas competências através do reconhecimento (persuasão verbal) e por aprendizagem em atividades educativas grupais que aprimorarem a autoeficácia por meio de modelos sociais (experiência vicária). Considerações finais: As mães entrevistadas neste estudo apresentaram uma autoeficácia materna elevada nos domínios e no escore total da escala. Contudo, é essencial avançar no que tange à qualidade dos ambientes hospitalares e principalmente na educação ofertada pelos profissionais de saúde ás mães.