
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
FATORES DE RISCO MAIS PREVALENTES PARA INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO EM MULHERES BRASILEIRAS
Relatoria:
ANA CLARA GOMES DANIEL
Autores:
- José de Ribamar Ross
- Myrela Cristina Ferreira dos Santos Sousa
- Ayla Cristiane Carvalho de Oliveira
- Jainara Gomes da Silva
- Manoel Daniel Neto
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Considerada um problema de saúde pública, a incontinência urinária de esforço acomete aproximadamente 45% da população feminina do Brasil e sua prevalência aumenta com o envelhecimento. O aparecimento da incontinência urinária feminina é de origem multifatorial e ocasiona transtornos físicos, psíquicos, sociais e sexuais, interferindo na qualidade de vida de mulheres incontinentes. No Brasil, é escassa as publicações sobre incontinência urinária em mulheres. OBJETIVO: Integrar publicações sobre os fatores de risco na incontinência urinária em mulheres brasileiras. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada nas plataformas Biblioteca Virtual de Saúde e PubMed via portal CAPES/Cafe. Utilizou-se os Decs BVS: “bexiga interativa” AND “incontinência urinária” AND “mulheres”, intercalados com o operando boleador “AND”. Após a busca identificou-se um total de 176.35 artigos. Baseado no total de artigos identificados, aplicou-se os filtros: texto completo, metodologias transversais, observacionais, revisões sistemáticas bem como os filtros (assunto principal): saúde da mulher, minorias sexuais e de gênero, mulheres, língua portuguesa e inglesa, resultando em 398 artigos. Após leitura minuciosa dos títulos, resumos e texto na integra por avaliadores independentes convidados, foram selecionados 04 artigos. RESULTADOS: Os artigos eram dos tipos transversais e revisão sistemática. Identificou-se uma média de 52% de incontinência urinária em mulheres. As variáveis de risco mais citadas foram: idade, tipo e números de partos, grau de escolaridade e ocupação. Quanto ao nível de escolaridade, observou-se que 28% das mulheres não eram alfabetizadas. Foi evidenciado que 78 (52,4%) mulheres apresentavam idade avançada, 30 (68,9 %) eram hipertensas, 156 (63,7%) realizaram procedimentos ginecológicos e 116 (38,7 %) eram portadoras de diabetes mellitus. CONCLUSÃO: A pesquisa revelou uma variedade de fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da incontinência urinária com destaque para a idade avançada, doenças crônicas, cirurgias ginecológicas e baixo nível de escolaridade. Torna-se necessário estudos nacionais amplos, amostras maiores e desenvolvimento de campanhas educativas junto as mulheres para o diagnóstico precoce e intervenções adequadas.