
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DIABETES MELLITUS NO CONTEXTO DA TERAPIA HEMODIALÍTICA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE USUÁRIOS RENAIS
Relatoria:
Vitória Cecília Silva Freitas de Paula
Autores:
- Ellen Cristina Barbosa dos Santos
- Thassyana Bárbara Ferreira de Almeida
- Leonardo Silva da Costa
- Jean Scheievany da Silva Alves
- Anna Gabryelle Ferreira Lima
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica e metabolicamente complexa que pode afetar em demasia a qualidade e o estilo de vida dos usuários por ela acometidos, podendo culminar no aparecimento de doenças crônicas associadas, a exemplo, da doença renal crônica. Objetivo: Descrever a percepção dos usuários renais com DM em terapia hemodialítica sobre os desafios e fatores contribuintes para uma melhor adesão ao tratamento essencial na manutenção de suas vidas. Metodologia: Tratou-se de um estudo transversal, exploratório-descritivo de abordagem qualitativa, realizado no setor nefrológico de um hospital público de grande porte em Recife. A amostra seguiu critérios de inclusão e exclusão pré-estabelecidos e foi constituída por 12 pacientes com DM2 acompanhados no setor de hemodiálise do referido hospital. Resultados: A categoria “Percepção sobre os fatores que favorecem ou dificultam o processo de adaptação pós diagnósticos de doença renal crônica e diabetes mellitus” emergiu das entrevistas e evidenciou a melhora clínica (redução dos sintomas físicos) resultante da HD e da utilização da insulina diária, aparece nas falas dos entrevistados como um fator que contribui para o processo de adaptação após os diagnósticos. Outro fator facilitador da adaptação é o bom relacionamento estabelecido entre o usuário, a equipe de saúde e os outros usuários na mesma situação. No entanto, fatores que dificultam o processo adaptativo foram, as mudanças no cotidiano advindas dos diagnósticos e consequentes tratamentos, a saber: a dependência de familiares para execução de atividades antes realizadas pelo usuário; interrupção da atividade laboral; restrição na realização de viagens em função da periodicidade das sessões de HD e dos cuidados com os cateteres utilizados; e restrições alimentares e hídricas, sendo fatores que dificultam o processo adaptativo e culminam na redução da qualidade de vida. Conclusão: Conclui-se que ambas as doenças crônicas são problemas sérios de saúde pública, que exigem importantes mudanças nos hábitos de vida dos usuários, podendo convergir para perda do papel social, redução de autonomia e maior fragilidade emocional. Sublinha-se que a qualidade de vida dos usuários sofre interferências, confirmando a necessidade de apoio especializado de uma equipe multiprofissional, com foco biopsicossocial, no sentido de contribuir para que a adaptação pós doenças ocorra de uma forma a minimizar os danos tanto ao usuário quanto à sua família.