
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CONHECIMENTO DOS ESTUDANTES DE ENFERMAGEM SOBRE ACIDENTES COM MATERIAL BIOLÓGICO
Relatoria:
Liedson Gomes Pereira
Autores:
- Rosilene Gomes Pereira
- Cristianne Teixeira Carneiro
- Maria Augusta Rocha Bezerra
- Ruth Cardoso Rocha
- Mychelangela de Assis Brito
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: Durante a formação, estudantes de enfermagem treinam as habilidades práticas em instituições de saúde e ficam expostos aos mesmos riscos que os trabalhadores de enfermagem. Além disso, apresentam maior vulnerabilidade ao acidente ocupacional envolvendo material biológico, devido à condição de aprendizagem em construção, que inclui a insegurança e o medo de contrair doenças infectocontagiosas. Objetivo: analisar o conhecimento de estudantes de enfermagem sobre acidentes com material biológico. Método: estudo descritivo com abordagem quantitativa e delineamento transversal realizado entre agosto e setembro de 2019 com estudantes de enfermagem de duas Instituição de Ensino Superior do interior do Piauí. Os dados foram obtidos por meio de um questionário validado. Utilizou-se o programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences versão 20.0 e realizou-se a análise descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí com parecer n° 3.602.780. Resultados: participaram 135 estudantes de enfermagem matriculados entre o 4º e 10º semestre, sendo que a maioria cursava o 7º semestre (29,6%). A maior parte da amostra foi constituída de mulheres (79,3%), com média de idade de 24,05 anos (DP=5,513), e cartão de vacina atualizado (71,1%). Um percentil de 10,4% referiu ter sofrido acidente com material biológico, especialmente sangue (6,7%) e em pele íntegra (3,7%). 90,4% realizaram quimioprofilaxia após a exposição ao material biológico. A maioria possuía conhecimento sobre biossegurança (88,9%), Norma Regulamentadora n° 32 (56,91%) e precauções padrão (83%). 68,1% consideraram como precauções padrão: medidas de higienização das mãos, uso de luvas, máscara, touca, óculos de proteção, jaleco e propés. A maioria utilizava equipamentos de proteção individual, independentemente do diagnóstico do paciente (88,1%). Considerações finais: os estudantes de enfermagem possuem conhecimento sobre: biossegurança, os riscos inerentes ao manuseio de material biológico e a importância do uso de equipamentos de proteção individual. A educação continuada e a supervisão pelos docentes constituem ações preventivas imprescindíveis para a atuação dos estudantes de forma segura. Assim, Instituições de Ensino Superior precisam propiciar espaços de discussão, bem como intensificar palestras e treinamentos sobre acidentes com material biológico.