
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PAPEL DO ENFERMEIRO NO ALEITAMENTO MATERNO AO LACTENTE COM MALFORMAÇÃO LABIOPALATINA
Relatoria:
Cássia Ellen dos Santos Avelino Leal
Autores:
- Miriam Elayne Macedo de Sousa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A amamentação consiste na principal forma de transmitir substâncias nutritivas da mãe ao filho e tem como instrumento responsável o leite materno. Esse processo pode ser dificultado diante mudanças no lactente, como as malformações labiais e/ou palatinas, que consistem em alterações anatômicas no lábio com projeção, ou não, ao palato e que consequentemente, impedem a sucção e deglutição plena do recém-nascido. OBJETIVO: Identificar, na literatura, evidências científicas que viabilizem a assistência do enfermeiro no processo de amamentação exclusiva de mães aos filhos com fenda labiopalatina. MÉTODOS: Trata-se de estudo do tipo revisão integrativa da literatura que inclui artigos indexados em bases de dados como LILACS, Bdenf, MEDLINE e Scielo via BVS e Pubmed, enquadrados no recorte temporal de nos últimos cinco anos, em inglês e português, além de obtidos pela combinação entre os descritores e operadores booleanos “AND” e “OR". RESULTADOS: Selecionou-se 6 artigos publicados nos anos de 2019 a 2024 que não fossem duplicados e que referissem à temática. As principais questões causadoras do processo de aleitamento ineficaz encontradas foram: baixa quantidade de leite devido quebra do contato mãe-filho, dificuldade no posicionamento do lactente ao seio, regurgitação nasal e refluxo do leite. Dentre os cuidados terapêuticos que devam ser realizados, pelo enfermeiro, destacam-se: acompanhamento da mãe no pré-natal e puerpério, orientações quanto à posição, verticalizada, do lactente e inserção da aréola, interação de mães em grupos de apoio e introdução de alternativas alimentares. CONCLUSÃO: Conclui-se que a imposição, em sua maioria, repentina de dispositivos alimentares antes do contato binômio mãe-filho, habilidades deficientes de enfermeiros no manejo do lactente ao seio e estigmatização social, são fatores responsáveis pela não realização do ato de amamentar, o que gera como consequência abalo psicológico na genitora. Além disso, nota-se a necessidade do enfermeiro em orientar gestantes quanto a condição de saúde do filho e desenvolver estratégias que contribuam para o processo de aleitamento desse público.