
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PREVALÊNCIA DE CESÁREA NO INTERIOR DA AMAZÔNIA NO CONTEXTO DA COVID-19
Relatoria:
Kaúle Lanay Souza Araújo
Autores:
- Vanizia Barbosa da Silva
- Izabele Araújo Gomes
- Ana Luiza Barbosa Lima
- Kleynianne Medeiros de Mendonça Costa
- Maria Tamires Lucas dos Santos
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Em 2020, o mundo enfrentou a inédita e desafiadora situação da pandemia da COVID-19, conforme declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, as taxas de cesáreas vêm aumentando significativamente ao longo das últimas décadas. Há uma preocupação de que a pandemia da COVID-19 tenha contribuído para esse aumento. OBJETIVO: Analisar a ocorrência de cesarianas no contexto da pandemia da COVID-19 em um município da Amazônia Ocidental Brasileira. MÉTODOS: Estudo transversal retrospectivo conduzido em Cruzeiro do Sul, Acre, utilizando dados do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC), abrangendo todos os nascimentos entre 2018 e 2021. A razão de prevalência bruta foi calculada para avaliar a associação entre a variável independente (anos) e a variável dependente (via de parto) utilizando a Regressão de Poisson. A análise estatística foi realizada no Stata 17.0, com um nível de significância definido em <0,05.". RESULTADO: O estudo analisou 11.770 nascimentos. A idade média das mães foi de 24,87 anos, DP ±6,9, a maioria delas na faixa etária de 20 a 35 anos (61,87%). A maioria se autodeclarou parda (97,16%), do lar (56,27%), com união estável (64,21%), e 57,75% realizaram 7 ou mais consultas de pré-natal. Quanto à via de parto, 49,96% realizaram cesariana e sua prevalência foi maior no ano de 2020 (RP 1,27; IC 1,21-1,34), com um declínio observado em 2021 (RP 1,20; IC 1,14-1,27), relacionados a 2018, 2019 não houve diferença. CONSIDEREÇÕES FINAIS: A taxa de cesarianas excede as recomendações da OMS, apresentando maior prevalência em 2020, ano com o maior número de casos da COVID-19, e uma diminuição na prevalência em 2021, após o pico da pandemia.