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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE DAS NOTIFICAÇÕES DE CASOS PROVÁVEIS DE DENGUE E ÓBITOS NO BRASIL - 2014 A 2022
Relatoria:
MURILLO ARAUJO DOS SANTOS
Autores:
  • Sandra Suely Magalhães
  • Ana Clara Camargo Cândido
  • Hevellyn de Moura Oliveira
  • Déborah Évelyn Sipriano da Silva
  • Sheila Fagundes Pinheiro
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Transmitida pelo Aedes aegypti nas Américas, a Dengue é uma doença viral dividida em quatro sorotipos, que pertencem à família Flaviviridae, e que consta na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública, visto seu rápido potencial de agravamento. OBJETIVO: Descrever e analisar as notificações de casos prováveis e dos óbitos de dengue no Brasil na linha histórica de 2014 a 2022. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo ecológico de desenho misto, observacional e descritivo, com abordagem quantitativa e com utilização de dados secundários, através do DATASUS, a partir de Doenças e Agravos de Notificação – 2007 em diante (SINAN) e SIM, na categoria CID-10 A90 Dengue. O período estabelecido ocorreu durante o ano de 2014 a 2022. Os dados fornecidos apresentam informações acerca das notificações dos casos prováveis de dengue e os óbitos no Brasil por região de residência. RESULTADOS/DISCUSSÃO: No período de 2014 a 2022 foram notificados 8.752.949 de casos prováveis de Dengue. A Região Norte destaca-se por notificar apenas 3,54% (n=309.845) dos casos prováveis, seguidos pela Região Sul com um total de 9,75% (n=853.897), Região Nordeste com 18,7% (n=1.635.326), Região Centro-Oeste com 18,8% (n=1.643.041) e Região Sudeste com 49,4% (n=4.310.826), apenas 14 casos foram notificados como Ignorado/Exterior. O ano com menos notificações foi 2017 com 2,8% (n=243.336), já 2015 destaca-se como o ano com mais notificações, sendo esse valor de 19,4% (n=1.697.801). Em relação aos óbitos por residência durante o período de estudo, foram notificados um total de 3.513 de óbitos, com ênfase na Região Sudeste por concentrar 44,4% (n=1554) desses óbitos e no ano de 2022, com um total de 23% (n= 809), sendo ele o ano com maior ocorrência. A região e ano com menor número de óbitos foram, respectivamente, a Região Norte com (n=98) e 2018 com (n=11). É importante destacar que em 2021 houve 5,9% (n=207), um valor quase 4 vezes menor em relação ao ano de 2022. CONCLUSÃO: O número reduzido de notificações em 2017 está ligado à um conjunto de políticas públicas, escassez de chuva nas várias regiões do Brasil. Em 2021, as notificações também tiveram uma alteração significativa em relação ao ano anterior e posterior, devido a investimentos em insumos para combate ao vetor.