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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
Crises de ansiedade desencadeadas em estudantes de enfermagem durante a pandemia da COVID-19
Relatoria:
LAIS CAROLLINA MOREIRA DUARTE RAMOS
Autores:
  • Mirella Guimarães Bianchini
  • Maria Cristina de Moura Ferreira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A pandemia do novo coronavírus (COVID-19) é uma doença infecciosa causada pelo vírus SARS-CoV-2 que fez com que o mundo inteiro se mantivesse em distanciamento social causando vários transtornos mentais, como a ansiedade. A ansiedade é caracterizada pela preocupação ou medo intenso antecipado sobre uma ameaça futura, e está relacionado a tensão muscular, vigilância, e comportamentos de cautela ou esquiva. Segundo o manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM-5. OBJETIVO: Identificar, comparar e propor estratégias em relação as alterações dos níveis de ansiedade em estudantes do Curso de Graduação e Licenciatura em Enfermagem de uma Universidade Federal durante as aulas remotas no período da pandemia da COVID-19, do 1º ao 10º períodos. MÉTODO: É uma pesquisa longitudinal, descritiva e qualiquantitativa que consistirá na aplicação de um questionário por meio eletrônico, validado em pesquisa de artigos relacionados ao estudo, além de trazer reflexões sobre os conceitos de ansiedade social e a importância de uma preparação para esses universitários poderem enfrentar a ansiedade social dentro da abordagem da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC). RESULTADO: Foram entrevistados 149 alunos de Enfermagem da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com idades entre 20 e 48 anos, do primeiro ao último período de EAD. Entre eles, 32,4% se consideram pardos, 52,1% brancos, 14,8% negros e 0,7% amarelo. Em termos de renda, 40,1% recebem 1-2 salários mínimos, 35,2% recebem 3-4 salários, 16,2% mais de 5 salários, e 8,5% não possuem renda. Quanto ao estado civil, 85,2% são solteiros, 13,4% casados e 1,4% divorciados. Residem em Uberlândia 65,5% dos alunos, e 34,5% em outras localidades.CONCLUSÃO: A pesquisa revelou que mais de 112 alunos receberam apoio afetivo de familiares e amigos durante o período remoto, enquanto os demais não tiveram esse suporte. Cerca de 79 discentes afirmaram não ter recebido apoio da universidade, mas o restante confirmou ter recebido. Houve um impacto significativo no ensino-aprendizagem durante as aulas remotas na pandemia da COVID-19, que persiste no período pós-pandemia. O apoio universitário mostrou falhas devido à necessidade de adaptação das instituições. Familiares desempenham um papel crucial no enfrentamento dos desafios acadêmicos, e as universidades devem estar preparadas para apoiar os alunos de forma holística e emocionalmente eficaz.