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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
Sífilis gestacional entre os povos indígenas no estado do maranhão
Relatoria:
Maria Eulália Miguel de Oliveira
Autores:
  • Paulina Almeida Rodrigues
  • Adriana Gomes Nogueira Ferreira
  • Janaina Miranda Bezerra
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A sífilis, uma infecção sexualmente transmissível, que afeta populações vulneráveis, entre elas a população indígena, constitui um desafio para a saúde pública. Esse problema é exacerbado pelas barreiras socioeconômicas, culturais e de acesso aos serviços de saúde enfrentadas por essas comunidades. OBJETIVO: Verificar o perfil sociodemográfico de gestantes indígenas com sífilis no estado do Maranhão. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo utilizando dados do DATASUS, acessados pelo portal TABNET. Os dados foram coletados em junho de 2024, e são correspondentes ao período de 2013 a 2023, abrangendo a população indígena do Maranhão. Por se tratar de dados de domínio público, dispensa aprovação em Comitê de Ética em Pesquisa. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Nos últimos 10 anos, foram notificadas 87 ocorrências de sífilis em gestantes indígenas no Maranhão. A análise revelou um maior número de casos em 2022 (16 casos/18,4%). A maioria das gestantes afetadas possuía entre 20 e 39 anos, totalizando (59 casos/67,8%), enquanto 21 gestantes (24,1%) tinham entre 15 e 19 anos. Quanto à escolaridade, a maioria possuía de 1ª a 4ª série incompleta do Ensino Fundamental (15 registros, 17,2%), seguida por aquelas que completaram o Ensino Fundamental (14 registros, 16,1%). Doze mulheres (13,8%) tinham o Ensino Médio completo, enquanto dez (11,5%) eram analfabetas. Nove gestantes (10,3%) possuíam de 5ª a 8ª série incompleta do Ensino Fundamental, e oito (9,2%) tinham o Ensino Médio incompleto. Seis mulheres (6,9%) tinham a 4ª série completa do Ensino Fundamental. Apenas uma gestante (1,1%) possuía Educação Superior incompleta. Além disso, doze mulheres (13,8%) foram registradas como ignorado/branco. A predominância de casos em mulheres adolescentes e adultas jovens, juntamente com a baixa escolaridade, revela falhas nos cuidados de saúde sexual e reprodutiva para a comunidade indígena, destacando a necessidade de melhorar o acesso à educação e aos serviços de saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Em face às barreiras culturais e sociais enfrentadas pelos povos indígenas, para o melhor o enfrentamento desse cenário, são necessárias intervenções específicas, como programas de educação sexual e a facilitação do acesso a testes e tratamentos para sífilis. Além disso, é fundamental estabelecer uma colaboração entre profissionais de saúde e líderes comunitários para desenvolver e implementar essas estratégias, visando reduzir a ocorrência de sífilis nesta população vulnerável.