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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O que mudou nos indicadores da Tuberculose em Pernambuco com o advento da Pandemia da COVID 19
Relatoria:
RENATA MELO GONDIM
Autores:
  • Jadson Mendonça Galindo
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A tuberculose (TB) é uma doença transmissível e é uma das 10 principais causas de morte em todo o mundo, além de ser a principal causa de morte por um único agente infeccioso. Com o advento da pandemia da COVID-19, decretada em fevereiro de 2020, os efeitos devastadores tiveram sua pior repercussão nas questões de saúde, não só devido à ampliação de leitos para suportar o aumento da demanda aos serviços, como também um impacto significativo nos programas de saúde pública de outras doenças .A pandemia reverteu anos de progresso na prestação de serviços essenciais de TB e na redução da carga da doença. O Brasil continua entre os 30 países de alta carga para a TB e para coinfecção TB-HIV, sendo, portanto, considerado prioritário para o controle da doença no mundo pela OMS . Recife, assim como outras capitais, também sofre com o alto índice de casos de TB. Pernambuco é o 5º Estado do Brasil com maior incidência e o 4º Estado com maior coeficiente de mortalidade. OBJETIVO: Analisar as mudanças dos indicadores epidemiológicos da tuberculose (TB) no estado de Pernambuco entre os anos de 2018 e 2021. MÉTODOS: Estudo transversal, analítico e retrospectivo que utilizou o banco de dados do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan TB) do Estado. Foi realizado um procedimento comparativo-estatístico e teste de diferença de médias, e os períodos analisados foram o pré-pandêmico (2018 e 2019) e o período pandêmico (2020 a 2021) da CO-VID-19. RESULTADOS: Entre os anos de 2018 e 2021, foram confirmados 19.869 casos de TB no Estado de Pernambuco. Na comparação entre o período pré-pandêmico e o período pandêmico, constatou-se que houve uma redução da taxa de incidência da TB (cerca de 9%) entre o ano de 2019 e o ano de 2020; porém, do ano de 2020 para o ano de 2021, a taxa de incidência subiu, sugerindo que a queda registrada no ano de 2020 esteve relacionada à subnotificação dos casos de TB. Identificou-se também, entre os dois períodos, um aumento do abandono do tratamento (reduziu 9%), queda da taxa de cura (em torno de 10%) e da cobertura do tratamento diretamente observado (reduziu 13%).CONCLUSÃO: Dessa forma, são necessários esforços urgentes e prioritários para a atuação dos gestores dessa linha de cuidado, no sentido de organizar estratégias para a reversão desses dados, oferecendo um suporte para que as equipes de saúde possam atuar de forma efetiva, para resgatar os índices antes da pandemia . Sabidamente, é um esforço de todo um conjunto de fatores.