
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
SOBREVIDA GLOBAL E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A INFECÇÃO PELO SARS-COV-2 EM ENFERMEIROS
Relatoria:
JADSON MENDONÇA GALINDO
Autores:
- Renata Melo Gondim
- Maria Cynthia Braga
- Maria de Fátima Militão de Albuquerque
- Ulisses Montarroyos
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A pandemia de COVID-19 constituiu um evento de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional. Os enfermeiros compuseram a linha de frente para enfrentamento da pandemia pelo COVID-19, logo, exposição e risco estiveram sempre nas estatísticas de caos da doença. Foi utilizada a amostragem orientada por respondentes (RDS), o estudo recrutou enfermeiros que atendem pacientes suspeitos ou confirmados para COVID-19 entre março e dezembro de 2020, na região metropolitana de Recife, Nordeste do Brasil. O critério para avaliar a infecção por SARS-CoV-2 entre os enfermeiros foi o resultado dos testes Rt-PCR ou IgM autorrelatado positivo. Para a estimativa da sobrevida foi utilizado o método de sobrevivência de Kaplan-Meier. Os fatores de risco foram identificados através da Regressão de Cox com apresentação do Hazard Ratio e Intervalo de Confiança (IC) de 95%. Foram analisados 471 enfermeiros, sendo o sexo feminino o mais prevalente na amostra (88,1%). Os enfermeiros reportaram trabalhar prioritariamente em serviços público de saúde com 333 (78,9%) dos participantes. Entre os setores de trabalho avaliados, a emergência e a UTI apresentaram maiores infecções (63 e 44 respectivamente e a UTI um risco duas vezes maior HR=2,15 (IC 95% 1,22-3,76) quando comparado com o perfil de trabalho em ambulatórios. No modelo final, os enfermeiros com comorbidades apresentaram risco 57% maior em relação aos profissionais sem comorbidades HR=1,57 (IC 95% 1,23-2,00), p-valor de 0.001. A sobrevida global da infecção por SARS-CoV-2 foi de 54,7% (IC 95%: 48,0 a 60,8) ao final do tempo de seguimento e após ajuste para o efeito aleatório de cluster, ponderado pela rede social de contatos, e o tamanho da população de enfermeiros. As nossas conclusões destacam a necessidade de melhorar os serviços de saúde equipando os enfermeiros com EPIs e promovendo formação e capacitação das equipes para lidar com emergências de saúde pública.