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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
DETECÇÃO DE BARREIRAS QUE IMPACTAM NA MANUTENÇÃO DA COBERTURA VACINAL INFANTIL
Relatoria:
MARLYSON SANTOS DE SOUSA
Autores:
  • Erick Santos de Oliveira
  • Emilly Dayanne Ferreira de Sousa
  • Vitória Aparecida Cunha da Silva Alves
  • Luana Pereira Almeida
  • Kelvya Fernanda Almeida Lago Lopes
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A cobertura vacinal estima o nível de proteção da população infantil contra determinadas doenças e expressa o percentual de crianças imunizadas. Logo, detectar as barreiras que interferem nessa cobertura é essencial para compreender e enfrentar os desafios que podem comprometer a adesão aos programas de vacinação e a efetividade das medidas de saúde pública. OBJETIVO: Detectar as barreiras que impactam na manutenção da cobertura vacinal infantil. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa com abordagem quantitativa exploratória e descritiva, realizada com 107 mães de crianças com idades entre 0 e 2 anos, atendidas em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Caxias, no estado do Maranhão. Utilizou-se um questionário semiestruturado, que verificava o cartão vacinal e incluía perguntas sobre as barreiras enfrentadas na vacinação. A seleção das participantes deu-se pelos critérios: mães de crianças na faixa etária de 0 a 2 anos e que voluntariamente concordaram em participar. A coleta de dados ocorreu entre janeiro e março de 2024, por meio de visitas agendadas anteriormente por intermédio dos Agentes Comunitários de Saúde. Este estudo é resultado de uma pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Maranhão, sob o Parecer Nº 6.592.181. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Foram identificados, através de 55 mães, que os principais obstáculos para a manutenção da cobertura vacinal incluem a falta de vacina (81,81%), seguida pela dificuldade de acesso à UBS (3,63%), o trabalho dos pais (5,45%), e a combinação da dificuldade de acesso à UBS, falta de vacina e trabalho dos pais (9,11%). Adicionalmente, 33 mães destacaram outros desafios, como o adoecimento da criança (36,84%), falta de tempo (18,42%), esquecimento e falta de tempo (15,81%), e a combinação de esquecimento, adoecimento da criança e falta de tempo (28,93%). Esses resultados evidenciam a complexidade dos fatores que comprometem a cobertura vacinal e demonstram a necessidade de uma abordagem múltipla dessas barreiras para melhorar a adesão ao programa de vacinação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Fica evidente que a manutenção da cobertura vacinal infantil é fragilizada por questões ligadas a rotina diária das famílias, disponibilidade de imunizante e acesso aos serviços de saúde, além da simultaneidade de barreiras associadas. Assim, é fundamental que políticas públicas e estratégias de saúde sejam continuamente adaptadas e reforçadas para garantir uma cobertura vacinal efetiva.