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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ADESÃO VACINAL ENTRE CRIANÇAS COM FAIXA ETÁRIA DE 4 A 9 MESES
Relatoria:
MARLYSON SANTOS DE SOUSA
Autores:
  • Vitória Aparecida Cunha da Silva Alves
  • Emilly Dayanne Ferreira de Sousa
  • Brenda Rodrigues Nascimento
  • Gabriel Silva Lima
  • Kelvya Fernanda Almeida Lago Lopes
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A vacinação é um meio de prevenção individual e coletiva, que pode ser considerada um investimento em saúde devido ao seu excelente custo-benefício e ao impacto na prevenção de doenças. Nessa perspectiva, acompanhar o esquema vacinal permite a detecção de áreas específicas com baixa cobertura, possibilitando concentrar esforços para superar desafios e garantir a eficácia do programa de vacinação. OBJETIVO: Analisar os níveis de adesão vacinal entre crianças com faixa etária de 4 a 9 meses. MÉTODO: Consiste em um estudo descritivo, exploratório de abordagem quantitativa, desenvolvido com 107 mães de crianças com idade de 0 a 2 anos assistidas por uma Unidade Básica de Saúde em Caxias, no Maranhão. Para a entrevista, foi utilizado um questionário que verificava a idade e a caderneta vacinal, obedecendo aos seguintes critérios de inclusão: mães, cujo filho tenha a idade de 0 a 2 anos e que aceitassem participar voluntariamente. Os dados foram coletados de janeiro a março de 2024, em visitas agendadas com o Agente Comunitário de Saúde. Esse levantamento é resultante de uma pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Maranhão (Parecer Nº 6.592.181) RESULTADOS/DISCUSSÃO: Foi evidenciado variações nos índices de atualização para diferentes vacinas. Aos 4 meses, altas taxas foram observadas para a Pentavalente (91%), Vacina Inativada Poliomielite (92%), e Pneumocócica 10 (89%), enquanto a Vacina Oral de Rotavírus Humano teve uma taxa um pouco mais baixa (76%). Aos 5 meses, a Meningocócica C alcançou uma taxa de atualização de 81%. Aos 6 meses, tanto a Pentavalente (DTP+HB+HIB) quanto a VIP registraram taxas de atualização de 76%. Ainda aos 6 meses, a vacina contra a COVID-19 teve a taxa mais baixa de atualização, com apenas 33%. Aos 9 meses, a Febre Amarela apresentou uma taxa de atualização de 85,5%. Esse panorama evidencia uma variabilidade significativa nas taxas de atualização das vacinas, o que pode afetar a cobertura vacinal e a proteção comunitária contra doenças evitáveis. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Constatou-se, que a adesão às vacinas em crianças dentro da faixa etária estabelecida foi, em geral, satisfatória, com índices positivos para a maioria das vacinas, exceto quanto a adesão para o imunizante contra covid- 19. Esse cenário destaca a importância do monitoramento contínuo do calendário vacinal e da criação de estratégias para assegurar a imunização infantil e a eficácia do programa de vacinação.