LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
CONFORTO EM PESSOAS COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Relatoria:
vinicius batista santos
Autores:
  • Leidiane Moreira Santiago
  • Hellen Caroline da Silva Teixeira
  • Renam Alves Silva
  • Juliana de Lima Lopes
  • Milena Gomes Vancini
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A Insuficiência Cardíaca é uma doença incapacitante e compromete não apenas os aspectos biológicos e as atividades de vida diária, mas também os aspectos psicológicos, sociais e espirituais, interferindo diretamente na qualidade de vida e no conforto em todas as suas dimensões. Objetivo: Avaliar o estado de conforto em pessoas com Insuficiência Cardíaca e os fatores associados ao conforto. Método: Estudo quantitativo, exploratório, descritivo e relacional em pessoas com Insuficiência Cardíaca acompanhados na Unidade Ambulatorial de um Hospital público e universitário da cidade de São Paulo no Brasil. Para avaliação do conforto foi aplicado o instrumento General Comfort Questionnaire (GCQ) e para a complementação dos dados foi realizado a coleta dos dados sociodemográficos e clínicos. Testes de associação foram realizados comparando o escore médio do GCQ com as variáveis sociodemográficas e clinicas. Resultados: Foram incluídos 238 pessoas com Insuficiência Cardíaca, onde o domínio físico apresentou maior nível de conforto, seguido dos dominios social e psicoespiritual, tendo sido classificado como alto nível de conforto na avaliação geral e em todas as dimensões, exceto na dimensão ambiental. Foi identificado associação de maior nível de conforto entre os homens e menor nível de conforto naqueles com antecedente de AVC, naqueles pacientes com dor, em uso de orteses para deambular, com intolerância à atividade, com tristeza e com falta de apetite (p. 0,04). Houve maiores escores de conforto no dominio social nas pessoas que moravam mais perto da instituição de saúde, no dominio psicoespiritual nos indivíduos em situação laboral ativo, naqueles com curso superior e nos que recebiam mais que 3 salários mínimos, no dominio físico os pacientes que tinham os familiares como responsáveis pelo cuidado e no domínio ambiental os homens, evangélicos e naqueles com ensino superior. Houve menor nível de conforto nos domínios social, psicoespiritual e físico em relação a presença de sintomas clinicos como dor, ortopnéia e falta de apetite. Conclusão: O nível de conforto nesta população foi alta com piores escores no dominio ambiental. Foi identificado alguns fatores associados ao estado de conforto que podem ser minimizados com estratégias de reabilitação e suporte social. Descritores: