
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
MANEJO DE NEOPLASIAS UTERINAS BENIGNAS POR MULHERES: REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Milena Lopes de Oliveira
Autores:
- Helen Maria Cordeiro Santa Rosa
- João Vitor Vidal Teixeira
- Consuelo Helena Aires de Freitas
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução. Entre as neoplasias mais comuns que afetam o público feminino está a neoplasia uterina, que pode ser classificada como maligna ou benigna. As neoplasias benignas possuem seu crescimento de maneira organizada, de forma lenta e com limites bem visíveis. Para rastrear neoplasias, seja qual for o seu tipo, o rastreamento deve estar disponível para toda a população, integrando todo o público que pode ser atingido por aquela enfermidade. No que se refere às neoplasias benignas, algumas mulheres não costumam considerar a realização de um tratamento, ou se submeter a algum procedimento para minimizar os impactos da condição, o que pode diminuir a qualidade de vida e o bem-estar. Objetivo: O objetivo deste trabalho é verificar na literatura existente os principais desafios enfrentados na identificação e manejo de neoplasias uterinas benignas. Metodologia. Trata-se de estudo do tipo revisão integrativa. Para isso, foi realizada uma busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), valendo-se das bases de dados Base de Dados em Enfermagem (BDENF), as bases de dados Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), utilizando os descritores Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e do Medical Subject Headings (MeSH): “Neoplasia Benigna” e “Útero”, no período de outubro a novembro de 2023, pelos quais foram selecionados 7 artigos para a confecção da revisão. Resultados e Discussão: Os altos índices de mortalidade destacam desafios significativos, refletindo a insuficiência das políticas públicas. Obstáculos como problemas estruturais em locais de exames, atitudes antiéticas, falta de conhecimento, dificuldades de acesso, falha no rastreio, ausência de uma organização para a convocação do público-alvo, e a não abrangência a todas as classes sociais e realidades, tornam-se desafios que impedem a identificação e o tratamento dessa neoplasia. Estudos indicam a necessidade de abordagens mais abrangentes nas consultas de enfermagem, considerando aspectos biopsicossociais. Conclusão: O manejo de neoplasias uterinas benignas é afetado por fatores como distância da usuária ao atendimento e falta de ética profissional, sendo verdadeiros desafios para as mulheres. A falta de políticas públicas e a ênfase na neoplasia de mama desestimulam a identificação de neoplasias uterinas benignas. É crucial desenvolver políticas públicas eficazes para o manejo dessas neoplasias.