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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ALEITAMENTO MATERNO NA PRIMEIRA HORA DE VIDA EM ADOLESCENTES DE UM MUNICÍPIO DA AMAZÔNIA
Relatoria:
Lívia Thainá Souza da Silva
Autores:
  • Lucas Moura da Costa
  • Maria Cauana Conceição Silveira
  • Vanízia Barbosa da Silva Maciel
  • Kleynianne Medeiros de Mendonça Costa
  • Maria Tamires Lucas dos Santos
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O leite materno é o melhor alimento para o recém-nascido, contribui para a promoção da saúde e prevenção de agravos. O aleitamento materno na primeira hora de vida (AMPHV) está nas recomendações da Organização Mundial da Saúde e deve ser estimulado e promovido o mais precocemente possível. OBJETIVO: Descrever a prevalência do AMPHV entre puérperas adolescentes de um município da Amazônia Ocidental, ACRE. MÉTODO: Estudo transversal, descritivo, realizado a partir dos dados de um estudo de base, intitulado “Fatores associados a insegurança alimentar na gestação, ganho de peso gestacional e aleitamento materno na primeira hora de vida”. A amostra contou com 104 puérperas adolescentes. Os dados foram coletados entre setembro de 2021 à janeiro de 2022 a partir de um roteiro padronizado aplicado às puérperas internadas no alojamento conjunto da única maternidade do município, além de consultas aos prontuários, carteiras de pré-natais e declarações de nascidos vivos. Os resultados foram descritos por meio de frequências absolutas e relativas e medidas de tendência central. As análises foram feitas no Programa IBM SPSS Statistics 26. RESULTADOS: Das 104 puérperas e seus recém-nascidos o AMPHV foi prevalente em 69,2% (72) dos casos. A média de idade das adolescentes foi 17,20 (± 1,64), sendo a idade de 13 a 19 anos. Quanto as características sociodemográficas, dentre àquelas que amamentaram precocemente, 59,7% (43) cursou até o ensino médio completo; conviviam com companheiro 80,6% (58); se autodeclaram não brancas 91,7% (66); exerciam ocupação não remunerada 87,5% (63); conviviam com 3 a 5 moradores no domicílio 66,7% (48) e eram residentes da zona rural 69,4% (50). Quanto às características do pré-natal, o percentual de AMPHV em jovens que fizeram o pré-natal em serviços públicos foi 95,8% (69); realizaram mais que seis consultas de pré-natal (CPN) 77,7% (56); realizaram a primeira CPN após o primeiro trimestre 55,6% (40); eram primíparas 84,7% (61); não planejaram a gestação 65,3% (47) e parto cesáreo 56,9% (41). Dentre os amamentados na primeira hora de vida, 50% (36) eram do sexo feminino; a prematuridade foi de 2,8% (02) e o baixo peso e hipoglicemia 1,4% (01) cada. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O AMPHV entre as puérperas estudadas foi classificado como bom (50 a 89%), porém ainda pode avançar para muito bom (90 a 100%). Medidas que estimulem essa prática devem se estender à todas as puérperas, como estratégia de proteção a saúde materna e infantil.