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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ASSOCIAÇÃO ENTRE SINTOMAS DEPRESSIVOS E ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE EM PESSOAS IDOSAS DE ALAGOAS
Relatoria:
Thaynara Maria Pontes Bulhões
Autores:
  • Abda Alicia Calheiros da Silva
  • Müller Ribeiro-Andrade
  • João Araújo Barros Neto
  • Andrey Ferreira da Silva
  • Maria Cicera dos Santos de Albuquerque
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A depressão é caracterizada por alterações psicopatológicas, que podem atingir qualquer grupo etário, mas na pessoa idosa pode levar a dependência e comprometer a autonomia. Dessa maneira, o acesso adequado aos serviços de saúde é essencial para identificação precoce dos primeiros sintomas depressivos, bem como para definição do tratamento eficaz, sendo a enfermagem protagonista no cuidado, fornecendo apoio, educação e uma assistência holística. Objetivo: Identificar possíveis associações entre sintomas depressivos e acesso aos serviços de saúde em pessoas idosas vivendo em comunidade no estado de Alagoas. Método: Trata-se de um estudo transversal de base populacional com amostra representativa de pessoas idosas do Estado de Alagoas. Esta pesquisa é parte integrante de estudo maior denominado I Diagnóstico alagoano de saúde e qualidade de vida da pessoa idosa que foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas. A coleta de dados ocorreu por meio de visitas domiciliares realizadas no período de março de 2022 a outubro de 2023. A presença ou não de depressão foi avaliada na escala de depressão Geriátrica (GDS) de Yesavage e o acesso à saúde foi analisada pelas seguintes perguntas: “Tem plano de saúde? Recebe visita da Estratégia da Saúde da Família?”. Resultados e discussões: A amostra foi composta por 992 pessoas idosas de 11 cidades de Alagoas, sendo a maioria mulheres (n= 649; 65,4%) e aproximadamente 33,5% da amostra apresentava sintomas depressivos (n = 368) e 80,4% (n = 798) utilizavam os serviços do SUS como principal serviço assistencial de saúde. Cerca de 58,8% (n = 228) das pessoas com sintomas depressivos tinham cobertura da Estratégia da Saúde da Família-ESF (p =0,06; OR = 0,8) em sua área de residência. A depressão não apresentou associação com acesso aos serviços de saúde. Isso pode ser justificado pela subutilização da assistência por pessoas com sintomas depressivos que, por sua vez, é consequência da pouca valorização para o autocuidado e pelo estigma social frequente. Considerações finais: Neste estudo, ter acesso aos serviços de saúde ou residir em área de cobertura da ESF não foi condição capaz de reduzir a presença de sintomas depressivos neste grupo etário No entanto, importa destacar que a incidência de depressão em pessoas idosas está aumentando e pesquisas futuras devem focar em como os enfermeiros podem melhorar o acesso e a qualidade do cuidado em saúde mental desta população.