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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
AVALIAÇÃO DA ADESÃO MEDICAMENTOSA EM PACIENTES COM FIBRILAÇÃO ATRIAL
Relatoria:
Amanda da Silva Monteiro
Autores:
  • Mailson Marques de Sousa
  • Gustavo Carvalho de Lima Queiroz
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Um dos pilares para o tratamento exitoso da fibrilação atrial (FA) é a adesão medicamentosa, que consiste no seguimento das orientações do profissional de saúde por parte do paciente. OBJETIVO: Avaliar a adesão medicamentosa por pessoas com FA. MÉTODO: Estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, realizado no ambulatório de cardiologia de um hospital público universitário na cidade de João Pessoa/PB. Foram recrutados pacientes com diagnóstico médico de FA, com idade >= 18 anos, em uso de anticoagulação oral crônica. Para coleta de dados, utilizaram-se dois instrumentos: 1) questionário para caracterização sociodemográfica e clínica e o 2) Teste de Morisky e Green (TMG), composto por 4 questões com respostas dicotômicas para identificar atitudes e comportamentos frente à tomada de medicamentos. O paciente apresenta alto grau de adesão, quando todas as respostas são negativas. Uma ou duas respostas negativas classificam com adesão média, e três ou quatro respostas afirmativas indicam uma baixa adesão. RESULTADOS: Participaram do estudo 102 pacientes com FA, sendo 70,6% residentes em João Pessoa/PB, com idade média de 64,53 (?11,37) anos, 55,9% do sexo masculino, 85,3% economicamente inativos, 60,8% autodeclarados pardos, 56,9% casados, com escolaridade média de 6,23 (? 4,59) anos; 59,8% com renda de um salário mínimo. Quanto às variáveis clínicas, o tempo de tratamento foi em média de 6,72 (?5,98) anos, com média de 3,76 (?1,45) comorbidades associadas à FA; 33,2% tinham hipertensão arterial e 40,2% usavam varfarina como anticoagulante oral. O INR apresentou média de 2,43 (? 0,72). As reações adversas mais comuns relatadas foram sangramento em 6,9% e hematomas em 6,4%. O número médio de medicamentos utilizados foi de 6,23 (? 1,99). Em relação à adesão medicamentosa, 57,8% dos participantes não apresentaram dificuldades em lembrar de tomar a medicação; 52,9% não se descuidaram quanto ao uso do medicamento; 89,2% não interromperam a medicação ao sentir-se melhor e 73,5% não cessaram o tratamento se sentissem pior. Quanto ao grau de adesão medicamentosa, 31,4% apresentaram baixa adesão, 57,8% média adesão e 10,8% alta adesão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Foi possível avaliar que os participantes apresentaram uma média adesão medicamentosa. Portanto, é essencial a realização de intervenções educativas sobre a importância da adesão ao tratamento para prevenir maiores complicações e desfechos adversos nesta população.