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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A morte nas diferentes perspectivas espirituais/religiosas: um relato de experiência
Relatoria:
Pedro Henrique Moraes Mendes
Autores:
  • Renato Silvestre da Silva
  • Maria Clara Oliveira Nascimento
  • Ana Cláudia Silva Brito
  • Leilane Estefani da Costa Ferreira
  • Ana Rosa Rebelo Ferreira de Carvalho
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: Na sociedade, o medo da morte é constante. Muitos indivíduos dedicam esforços para prolongar a vida. No entanto, observa-se uma cultura que, de certa forma, parece promover a morte. Isso se evidencia no crescimento da indústria bélica, no tráfico de drogas e na escalada da violência. A prática religiosa oferece uma estrutura para interpretar a morte como parte de um plano maior, acreditando que os eventos são influenciados por uma força divina. Objetivo: Relatar a vivência de Residentes frente a temática da morte nas diferentes perspectivas religiosas/espirituais durante a disciplina de tanatologia. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa, baseado na vivência dos residentes na disciplina de tanatologia, que abordou temas sobre a morte nas religiões, no ano 2024. Resultados: Durante as aulas de tanatologia, foi proposto abordar aspectos relacionados à morte nas diferentes religiões, como católica, evangélica, candomblé e testemunhas de Jeová, com o objetivo de promover o respeito pelas diversas crenças espirituais. Os residentes foram divididos em grupos e encarregados de pesquisar na literatura sobre a morte e os rituais de despedida em diferentes religiões. No catolicismo, destacou-se a unção dos enfermos, um sacramento que conforta o doente e perdoa seus pecados. Para os evangélicos presbiterianos, a morte é uma transição dolorosa para a vida eterna, aguardando a segunda vinda de Jesus para a ressurreição. Já os neopentecostais veem a morte como um fato natural, sem espaço para rituais. No candomblé, diversos rituais marcam essa passagem como a desfeita da feitura do santo, o axexê para romper os vínculos sagrados com a casa e no fim a destruição dos objetos utilizados pelo egum. Para as Testemunhas de Jeová, não há imortalidade da alma, após o “Armagedom”, a terra será um paraíso onde viverão os ressuscitados com a vinda de Jesus, enquanto os maus serão mortos para sempre. Conclusão: Ao final desta experiência, percebeu-se que a morte, embora seja inevitável, envolve elementos espirituais, místicos e sobrenaturais, dependendo da espiritualidade do indivíduo. Profissionais de saúde, devem compreender o contexto da morte nas diferentes religiões para desenvolver habilidades interpessoais em situações de morte do paciente. Espera-se que este relato incentive pesquisas e debates sobre o tema, demonstrando que o respeito à crença, religiosidade e/ou espiritualidade é parte essencial da atuação profissional.