LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
INSTRUMENTO DE ANÁLISE DE EVENTO ADVERSO POR INFECÇÃO PRIMÁRIA DE CORRENTE SANGUINEA EM PEDIATRIA
Relatoria:
Higor Pacheco Pereira
Autores:
  • Izabela Linha Secco
  • Mitzy Tannia Reichembach Danski
  • Juliana Szreider de Azevedo
  • Generosa Durvalina Perucci
  • Elisangela Dalmaz Freitas
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A infusão administrada na rede venosa dos pacientes apresenta-se como um procedimento de alto-risco, devido as chances de adquirir infecção, por isso é necessário gerenciar esses problemas através de produtos e processos monitorados que resulte em segurança ao paciente. Objetivo: Descrever o uso de um instrumento de análise de evento adverso por infecção primária de corrente sanguínea (IPCS) em unidades de terapia intensiva (UTIs) em um hospital pediátrico brasileiro. Metodologia: O instrumento foi elaborado em 17 de novembro de 2023, pelo Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NCIH) do hospital e está em teste piloto nas UTIs e futuramente espera-se implantar em todos os setores assistenciais do hospital. Ele é composto de três páginas, inicialmente contém um cabeçalho para coleta de informações relacionadas a identificação do paciente e informações clínicas sobre ele e do setor ao qual estava internado durante o diagnóstico de IPCS, como: comorbidades presentes, tipo de cateter utilizado, dias de uso, desfecho, taxas de densidade de incidência de IPCS na unidade e taxa de utilização de Cateter Venoso Central (CVC) na unidade, entre outros. Na sequência o instrumento contém 17 itens baseados em diretrizes nacionais e internacionais sobre boas práticas com CVC. Então quando ocorre o evento de IPCS no paciente em UTI, o NCIH encaminha o instrumento ao setor que faz análise em prontuário no período correspondente na janela de infecção, sendo três dias antes do evento e três dias depois, no qual esses itens recebem conotações de conforme, não conforme, não se aplica e sem informação. Além disso há no instrumento campos próprios para descrever as ações e estratégias que poderiam ter sido adotadas para a prevenção da Infecção, observações e por quem foi analisado o evento ocorrido. Resultados: A adesão por parte das UTIs foi satisfatória, no qual envolveram os enfermeiros e técnicos de enfermagem e demais profissionais das UTIs na análise dos eventos, com discussões e reflexões importantes sobre a prática, elencando melhorias de material médico hospitalar e rotinas, juntamente de ações de capacitações aos profissionais. Conclusão: Portanto, o uso do instrumento de análise de evento adverso por IPCS em UTIs permite melhorias na assistência ao paciente com CVC, sensibilização dos profissionais envolvidos no cuidado, criação de planos de ação direcionados às necessidades das UTIs, no qual resulta na segurança do paciente.