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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: ANÁLISE DAS REPERCUSSÕES NA SAÚDE DA MULHER
Relatoria:
FERNANDA DE BARROS PATRICIO
Autores:
  • MATHEUS DOS SANTOS CARVALHO
  • ALESSANDRA GUIMARÃES AQUINO
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) á violência obstétrica é descrita como quebra dos direitos humanos que pode ocorrer durante todo ciclo gravídico puerperal, a qual é responsável por causar sofrimento a vítima desvalorizando sua autonomia e protagonismo. Caracterizada pelo simples negligencia no atendimento se estendendo a agressão verbal, psicológica e física, por meio de intervenções, práticas violentas e realização de procedimentos sem o consentimento e ciência da mulher. OBJETIVO: Descrever sobre as repercussões que a violência obstétrica provoca na saúde da mulher. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura realizada em abril de 2024 na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) que inclui as bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE, os Descritores em saúde utilizados foram: Violência Obstétrica e Saúde da Mulher, associados ao operador booleano AND, que resultou na amostra de 230 artigos, sendo selecionados 05 artigos a partir dos critérios de inclusão: artigos disponíveis na íntegra, no idioma português, inglês e espanhol, publicados nos últimos cinco anos e que abordassem sobre o tema proposto. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Na presente pesquisa observou-se que os principais tipos de violências sofridos foram as físicas e psicológicas. Dentre as físicas destaca-se a realização da episiotomia e manobra de kristeller práticas essas proscritas pela OMS, pois podem provocar trauma perineal grave, ruptura uterina, danos ao esfíncter, incontinência urinária, infecções anais, alterações na anatomia vaginal e disfunção sexual. No campo psicológico a desvalorização e desrespeito corroboram para medo, baixa autoestima, favorecendo a crises de ansiedade, estresse pós-traumático e depressão pós parto. Repercussões essas que demostram o grau de má assistência prestada que vai em desencontro ao preconizado pelo pelos princípios que regem o Sistema Único de Saúde. É relevante destacar que vivências traumáticas no ciclo gestacional e puerperal refletem diretamente no vinculo materno fetal, no desenvolvimento do feto e no aleitamento materno. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Sendo assim é imprescindível que os profissionais estejam sensibilizados em relação a humanização no cuidado ofertado as mulheres no pré-natal, parto e pós parto, e trace estratégias para que as violências obstétricas possam ser extinguidas em todas as suas formas valorizado e respeitado a autonomia e protagonismo da mulher em relação a seu corpo.