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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
AUTOCUIDADO DE PACIENTES ANTICOAGULADOS À LUZ DA TEORIA DE ENFERMAGEM DE DOROTHEA OREM
Relatoria:
KARYNE KIRLEY NEGROMONTE GONÇALVES
Autores:
  • Vânia Pinheiro Ramos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: As doenças cardiovasculares configuram a principal causa de mortes. O uso de Anticoagulantes Orais (ACOS) é a principal terapia para a prevenção de complicações tromboembólicas e hemorrágicas. A adesão ao tratamento e a prática do autocuidado são fundamentais para a manutenção terapêutica adequada. Objetivo: Analisar o autocuidado de pacientes anticoagulados à luz da Teoria de Enfermagem de Dorothea Orem. Método: Estudo qualitativo, realizado de janeiro a fevereiro de 2024, com a participação de pacientes anticoagulados acompanhados em um ambulatório especializado de anticoagulação oral, em Recife/PE. Foram incluídos pacientes com Fibrilação Atrial; em seguimento ambulatorial devido ao uso permanente do ACO; ambos os sexos; idade igual ou maior a 18 anos. Foram excluídos pacientes com dificuldade de audição, fala e fraqueza. Os dados foram produzidos a partir de entrevistas gravadas com o auxílio do roteiro semiestruturado, mediante assinatura prévia do TCLE e autorização do uso da imagem e depoimento. Utilizou-se a técnica de grupo focal, que foi organizada em corpus codificados e analisados com o auxílio do software IRAMUTEQ. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPE CAAE nº 75807223.4.0000.5208 e Parecer nº 6.599.106. Resultados/discussão: Participaram do estudo, 20 pacientes anticoagulados em 5 grupos focais. Os achados foram interpretados de acordo com os construtos de autocuidado da Teoria Geral de Orem, no qual foram identificados os requisitos e seus respectivos déficits de autocuidado nas categorias geradas pelo software IRAMUTEQ. Os requisitos que mais predominaram nas classes, foram categorizados entre Universais; de Desenvolvimento e de Desvio de Saúde. Foi evidenciado no estudo que o desenvolvimento das práticas de autocuidado e também os déficits gerados são decorrentes das limitações relacionadas ao acesso aos conhecimentos e limitações nas informações recebidas, ao evidenciar o déficit de conhecimento dos pacientes quanto às atitudes e condutas de saúde, nas atividades de vida diária e sobre os cuidados referentes à terapêutica com os ACOS. Considerações finais: Identifica-se a necessidade de aprimoramento na formação dos profissionais de saúde, em especial dos enfermeiros, ao utilizarem estratégias que possibilitem aos usuários compreensão e assimilação dos cuidados necessários ao uso dos ACOS, para proporcionar melhor qualidade de vida, adesão à terapia, autocuidado e redução de complicações.