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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PRINCIPAIS COMORBIDADES EM PACIENTES COM AVC EM 2023: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO EM HOSPITAL DO AGRESTE ALAGOANO
Relatoria:
Emanuelle de Lima Batista
Autores:
  • Priscila Silva Pontes Pereira
  • Rafael Danyllo da Silva Miguel
  • Rosana Christine Cavalcanti Ximenes
  • Elaine Virgínia Martins de Souza Figueiredo
  • José Emerson Xavier
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre por meio da interrupção do fluxo sanguíneo. Além das causas multifatoriais, algumas comorbidades que prejudicam mecanismos reguladores do fluxo sanguíneo, podem estar associadas ao risco da ocorrência, como por exemplo: hipertensão e diabetes. Objetivo: Identificar as comorbidades mais frequentes com possível associação à ocorrência de AVC em pacientes de um hospital do agreste alagoano. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, retrospectivo, de caráter observacional e analítico, do tipo transversal. A pesquisa foi realizada em um Hospital de Referência em AVC do estado de Alagoas. Foram analisados dados dos prontuários de 267 pacientes que sofreram AVC em 2023. A análise dos dados utiliza estatística descritiva e inferencial, com o software SPSS® versão 25 e testes de qui-quadrado ou exato de Fisher, considerando p < 0,05. A proposta foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número CAAE: 76889723.7.0000.5013. Resultados: Análises descritivas apontam que dos 267 prontuários indicam que 182 pacientes (68,2%) foram acometidos por AVC isquêmico e 85 (31,8%) por AVC hemorrágico. Dentre estes pacientes apenas 9 (3,4%) não relataram presença de comorbidades. Nos demais observou-se que 211 (79%) eram hipertensos, 91 (34,1%) eram diabéticos, 27 (10,1%) eram cardiopatas, 36 (13,5%) possuíam hábito tabagista, 18 (6,7%) eram etilistas crônicos e 52 (19,5%) apresentavam histórico de AVC prévio e 11 (7,1%) era ex-tabagista. Através da estatística analítica, observou-se que houve associação entre o tipo de AVC com a presença de diabetes mellitus [X21=4,88; p=0,037], de cardiopatias [X21=8,26; p=0,004], com hábitos tabagistas [X21=6,176; p=0,02] e com histórico de AVC prévio [X21=8,05; p=0,005]. A associação positiva entre o AVC isquêmico ocorreu nos pacientes diabéticos, tabagistas, cardiopatas e com histórico de AVC prévio. Já o AVC hemorrágico possui maior associação com os pacientes não-diabéticos, não-tabagistas, sem cardiopatias e sem histórico de AVC prévio. Não houve associação do tipo de AVC com a hipertensão arterial sistêmica, com o hábito etilista ou ex-tabagista (p>0,05). Conclusão: Ao identificar as principais comorbidades em pacientes com AVC, o estudo possibilita aos profissionais da saúde, especialmente aos enfermeiros, traçar um plano de cuidados centrado na mudança de hábitos para o controle dessas condições coexistentes, a fim de reduzir o número de ocorrências na região.