
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DOS PACIENTES COM COVID-19 SUBMETIDOS À TERAPIAS DIALÍTICAS EM UNIDADES DE TERAPIA INT
Relatoria:
Daniele Aparecida Elias da Silva
Autores:
- Meire Cristina Novelli e Castro
- Wilza Carla Spiri
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Dissertação
Resumo:
Introdução: A injúria renal aguda (IRA) em pacientes com COVID-19 associa-se a um aumento da mortalidade bem como a um desfecho desfavorável. A taxa de mortalidade pode chegar a 75-90% em pacientes que necessitam de terapias dialíticas. Objetivo: Avaliar o perfil sociodemográfico dos pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI), com COVID-19, submetidos à terapias dialíticas. Método: Trata-se de estudo com abordagem quantitativa, prospectivo com análise estatística descritiva e inferencial, realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, São Paulo. Resultados/Discussão: Foram avaliados 285 pacientes entre os anos de 2020 e 2021 onde as variáveis analisadas foram idade, sexo, cor da pele, Departamentos Regionais de Saúde (DRS) e principais comorbidades encontradas. A média de idade foi de 62,5 anos em 2020 e 59,2 anos no ano de 2021, semelhante a um estudo brasileiro onde a média foi de 59 anos. Houve prevalência do sexo masculino (65,2% e 56,0%), corroborando com estudos realizados no Peru (78,6%) e em Lisboa (56,3%) e cor da pele branca (85,5% e 82,4%), contradizendo com um estudo americano que evidenciou a cor da pele preta na população estudada (78%). A hipertensão arterial foi a comorbidade de maior percentual (64,7% e 64,4%), seguida do diabetes mellitus (42,6% e 36,6%), entre os anos de 2020 e 2021, respectivamente. Validando achados publicados na revista The Lancet. Com relação ao tabagismo, houve prevalência de pacientes não tabagistas (67,6% em 2020 e 81,0% em 2021), evidenciando um p valor de 0,0102. Dados semelhantes foram observados em estudo realizado em Istambul no qual, 65,1% dos pacientes, nunca haviam fumado. Houve também uma alta taxa de mortalidade (85,5% em 2020 e 77,3% em 2021), diferindo de um estudo português que demonstrou uma taxa de óbito de 18%. Considerações finais: A IRA está relacionada à desfechos clínicos desfavoráveis principalmente quando associada à COVID-19 e SRA. Patologias e comorbidades preexistentes são fatores de risco que devem ser reconhecidos precocemente durante a admissão dos pacientes objetivando melhorar as condições clínicas, prognóstico bem como otimizar a assistência de enfermagem direcionada aos pacientes.