
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS QUE INFLUENCIAM O CONHECIMENTO SOBRE HPV EM MULHERES QUILOMBOLAS COM EXAME POSITIVO
Relatoria:
Ysmylowssowvykc da silva santos
Autores:
- Elisá Victória Silva e Silva
- Gabriel Rodriges Côra
- Iagho José Lima Diniz
- Petkovick da Silva Santos
- José de Ribamar Ross
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O câncer cervical ocupa no hanking a terceira posição entre os cânceres femininos com 7,5 % do total de casos. A prevalência do HPV em mulheres quilombolas no Maranhão gira em torno de 12,6% na faixa etária de 12 e 84 anos. Diante da descoberta de que a mulher é portadora do HPV, o relacionamento conjugal, na maioria das vezes, é modificado. Essas mudanças podem interferir nas atitudes do casal ou até mesmo culminar com a separação de ambos. OBJETIVO: Demostrar fatores sociodemográficos que Influenciam o nível de conhecimento sobre HPV em mulheres quilombolas positivas para o Papillomavirus Humano. METODOLOGIA: Pesquisa transversal de caráter descritivo. Realizado em cinco áreas quilombolas: Cana Brava das Moças, Jenipapo, Lavras, Soledade e Lagoa dos Pretos/Centro da Lagoa, Caxias – MA. Em um estudo composto de 145 mulheres de 13 a 64 anos de idade. Foi identificada 41,37 % (n=60) de positividade para HPV. Foi aplicado um questionário no período de 15 janeiro a 30 de abril de 2022. O principal critério de inclusão foi ter um laudo positivo para DNA/HPV e, de exclusão não residir em uma das áreas. A pesquisa foi aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa sob Parecer nº 2.867.682 RESULTADO/DISCUSSÃO: Do total de casos positivos foram rastreados 41 casos (68.33%). Assim, 14(23.33%) dos casos eram da comunidade Cana Brava; seguidos do Jenipapo 10(16.66%) casos; Lagoa dos Pretos com 03(5%) casos; Lavras 20 (33.33%) casos e, Soledade 05 (8.33%) casos.todavia, 13 (21.66%) casos revelaram não ter nenhum tipo de cohecimento sobre o vírus HPV. As mulheres positivas que apresenta vam baixo nível de conhecimento, a maioria se caracterizavam como: negras/pardas 13(31.70%) de meia idade/pré idosos (50-64 anos) 8 casos (19.51%), lavradoras 11 (26.82%), casadas 7(17.07%); baixa renda 8 casos (19.51%); católicas 12 (29.26%) e beneficiária de programas sociais do governo com 10 (24.39%). CONSIDERAÇÕES FINAIS. A falta de conhecimento nas mulhers positivas para HPV tem maior concentração entre as negras/pardas, de baixa escolaridade, lavradoras, católicas e beneficiária de programas sociais. Diante do contexto faz-se necesário desenvolver ações de educação em saúde que considerem a diversidade cultural e a disseminação de informações sobre o HPV com foco para abordagens clínicas das mulheres em condição de positividade.