
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO INTRA-HOSPITALAR A GESTANTE DOENTE DE TRAUMA
Relatoria:
Fernanda Sueli Paes Almeida
Autores:
- Fabiana Pereira Guimarães Brito
- Gylmara Melo Pantoja
- Laina Fernanda Sampaio Martins Paiva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
INTRODUÇÃO: Uma estatística que vem aumentando no Brasil com taxas cada vez maiores de morbimortalidade no trauma, são os incidentes envolvendo gestantes associados a veículos motores e a violência doméstica. As evidências mostram que o trauma é a causa não obstétrica mais frequente de morbidade em gestantes. OBJETIVO: Avaliar o conhecimento dos profissionais de enfermagem no atendimento intra-hospitalar a gestantes doentes de trauma em um hospital público de referência do estado do Pará. MÉTODO: Tratou-se de uma pesquisa de campo, de caráter descritivo com abordagem quantitativa. A amostra constitui-se por enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuavam nas áreas vermelha e amarela do pronto atendimento do hospital. A coleta de dados foi realizada através de um questionário estruturado. Os dados foram alimentados no SPSS® versão 21.0, utilizando-se análise descritiva, frequência simples e porcentagem, com análise Bi-variada (teste do qui-quadrado e correlação de Pearson). RESULTADOS: A amostra foi de 24 profissionais onde a proporção mais significante (*p < 0,0001) foi a do sexo feminino (70,8%), com faixa etária entre 30 e 59 anos (45,8%). Técnicos de enfermagem (58,3%) teve uma proporção um pouco maior do que enfermeiros (41,7%). A maioria dos enfermeiros possuía pós-graduação (60,0%). Afirmaram ganhar entre 01 e 05 salários-mínimos (75,0%). Atuavam mais na área amarela (50,0%), seguida da vermelha (41,7%). No que se refere ao conhecimento de enfermagem no atendimento a gestante doente de trauma, houve proporções estatisticamente significantes (*p < 0,0001) de profissionais que afirmaram já haverem atendido gestantes que sofreram trauma (91,7%), assim como afirmam se sentirem preparados tecnicamente para atenderem estas pacientes (95,8%). Na avaliação do conhecimento dos profissionais, foram realizadas 12 perguntas, das quais 08 alcançaram proporções estatisticamente significantes de acertos (66,7%). As perguntas com 100,0% de acertos entre os profissionais foram sobre a semana gestacional, o padrão respiratório e a hemorragia materna grave. CONCLUSÃO: Os profissionais alcançaram uma proporção satisfatória de acertos (80,1%), em relação ao conhecimento do atendimento a gestante doente de trauma. Portanto, torna-se imprescindível o conhecimento sobre esse atendimento, o que pode fazer a diferença na qualidade da assistência, e consequentemente na sobrevida do binômio mãe-filho.