
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA SAÚDE E O USO INADEQUADO PARA DIAGNÓSTICO
Relatoria:
Paulina Almeida Rodrigues
Autores:
- Odeony Paulo dos Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 3: Inovação, tecnologia e empreendedorismo nos processos de trabalho da Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Inteligência Artificial (IA) tem revolucionado a prática profissional em diversas áreas, inclusive a saúde, na qual chatbots e sistemas de diagnóstico automatizados prometem melhorar a acessibilidade e a eficiência dos cuidados clínicos. Contudo, o uso inadequado dessas tecnologias pode acarretar riscos, especialmente quando utilizadas para o diagnóstico de doenças sem a supervisão de um profissional de saúde. OBJETIVO: Evidenciar, por meio da literatura, os riscos associados ao uso inadequado da IA no autodiagnóstico. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa, conduzida com base no acrônimo PICo para formular a pergunta norteadora: “Quais são os riscos do uso inadequado da inteligência artificial no autodiagnóstico?”. A pesquisa bibliográfica foi realizada em junho de 2024 nas bases de dados BVS e PubMED, com as seguintes combinações de descritores: “Erros de diagnóstico” AND “Inteligência artificial” OR “Tecnologia” AND “Saúde digital” OR “Informática médica”. Foram considerados artigos publicados nos últimos 5 anos, em português e inglês, disponíveis na íntegra e gratuitamente. Incluíram-se estudos observacionais, qualitativos, descritivos e diagnósticos. Excluíram-se revisões, comentários, editoriais, teses e dissertações. O software Rayyan foi utilizado para seleção e organização dos estudos. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Foram encontrados 30 artigos, e após análise dos títulos e resumos, 2 artigos foram selecionados para revisão. A integração da IA no autodiagnóstico de doenças oferece possibilidades promissoras para a saúde digital, mas é necessário estabelecer padrões de validação e transparência. Os artigos analisados destacam que a falta de clareza nos mecanismos de decisão da IA pode levar a diagnósticos imprecisos e ao uso inadequado, comprometendo a confiança dos usuários. Por isso, os desenvolvedores de IA, profissionais de saúde e reguladores devem colaborar para garantir que os chatbots sejam seguros, confiáveis e benéficos para os usuários finais. Essa colaboração pode ser facilitada por meio de diretrizes internacionais e frameworks de avaliação contínua. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Embora a IA apresente oportunidades promissoras para a saúde, é essencial que haja um compromisso coletivo com a ética e a responsabilidade. Isso garantirá que o uso da IA na saúde digital seja conduzido de forma a proteger o bem-estar dos usuários.