
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
AÇÕES EDUCATIVAS REALIZADAS COM FAMILIARES DE PACIENTES EM TRATAMENTO COM A DIÁLISE PERITONEAL DOMICILIAR.
Relatoria:
Joyce Martins Arimatéa Branco Tavares
Autores:
- Tatiane da Silva Campos
- Ronilson Gonçalves Rocha
- Sheilane da Silva Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A terapia renal substitutiva consiste em um processo de depuração do sangue no qual sucede a transferência de solutos e líquidos quando os rins estão impossibilitados de exercer sua função, mediante a doença renal crônica. Com ênfase na diálise peritoneal, que pode ser realizada com o auxílio de familiares, cuidadores, ou pelo próprio paciente, uma série de cuidados procedimentais devem ser tomados, para exercer as técnicas corretas e não acarretar danos ao paciente. Objetivo: Levantar as publicações existentes sobre educação em saúde no contexto da diálise peritoneal e identificar se existem nessas publicações as principais dificuldades e necessidades dos familiares para realizar o tratamento em casa. Metodologia: estudo de revisão integrativa da literatura onde foram utilizadas as seguintes bases de dados para busca: Scielo, BVS e PubMed, seguindo a estratégia PICO e estabelecendo os critérios de busca: artigos publicados no período de 2019 a 2023, disponíveis na íntegra, em língua portuguesa, inglesa e espanhola, com os seguintes descritores: educação em saúde, insuficiência renal crônica, diálise peritoneal e diálise renal. Resultados: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo descritiva, onde o quantitativo de artigos encontrados após aplicação dos critérios foi: Scielo 1, BVS 10, PubMed 31. Observa-se uma área de lacuna do conhecimento onde a maioria dos artigos publicados foca na importância da participação do paciente na escolha da terapia renal substitutiva junto à família, visto que a porcentagem da tomada de decisão sem o paciente é elevada. Alguns métodos de educação em saúde foram encontrados como a mídia interativa para os capacitadores e material impresso para os pacientes; cartilha para o paciente; uma variedade de materiais adaptáveis ao grau de dificuldade de aprendizagem do paciente; uma avaliação do ensino e do aproveitamento do paciente, focando na qualidade do ensino; educação interdisciplinar; debate e troca de experiências entre profissionais e leigos, como pacientes e cuidadores. Conclusão: observam-se poucas publicações sobre o material pesquisado, demonstrando uma área de lacuna do conhecimento que podem ser preenchidas com a realização de novos estudos sobre a temática. Além disso, é notória a imprescindibilidade de trabalhar a educação em saúde no contexto do paciente renal crônico e da população como ferramentas de estratégia e prevenção para limitar ou impedir o surgimento ou progressão do dano renal.