
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ENFERMEIRO E DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Relatoria:
Livia Manoela Sostenes Alencar
Autores:
- Grazielly Ribeiro da Silva Cruz
- Jéssica Ramos Magalhães Sousa
- Antônia Bianca Araújo Pinto
- Maria Eduarda Sousa Castro
- Giovanna de Oliveira Libório Dourado
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A doação de órgãos é um dos avanços mais significativos da medicina, sendo considerada uma segunda chance de vida para milhares de pessoas em caso de doenças ou agravos. Entretanto, esse processo é rodeado por conflitos éticos. Os profissionais de saúde envolvidos são essenciais para o resultado positivo do transplante. Portanto, é necessário avaliar os conflitos éticos na visão dos profissionais, a fim de compreender e melhorar o processo da doação. Objetivos: Discorrer sobre a perspectiva do enfermeiro da captação de órgãos sobre o processo de doação de órgãos. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica de literatura fundamentada nas bases de dados PubMed, SciELO e Medline. Utilizou-se os descritores "Enfermeiros", "Medicina" e "Transplante". Logo, foram incluídos estudos relacionados à temática, utilizando como critério de inclusão artigos publicados entre 2003 e 2024, totalizando quatro trabalhos. Resultados: Foi inferido no decorrer das pesquisas que a maioria dos enfermeiros têm uma opinião positiva quanto à doação de órgãos, mas existem dúvidas no caso de situações pessoais, quando trata de si mesmo ou seus familiares. O enfermeiro vivencia seu primeiro dilema ético ao lidar com a morte, refletindo sobre o significado de finitude, além de perceber sua fragilidade e efemeridade. Esse contexto pode levar a situação de estresse e abalo emocional. Além disso, também entende e vivencia a dor dos familiares, se encontrando diante de um dilema: respeitar o luto ou solicitar a doação de órgãos, pedido que pode parecer rude ao familiar. Muitos enfermeiros afirmam que estar com a família do doador é o momento mais difícil, causando diversos conflitos éticos e morais para o enfermeiro. Conclusão: É fundamental a educação continuada dos enfermeiros sobre o processo de morte e doação de órgãos, além de fornecer um serviço de apoio psicológico individualizado para os profissionais. Além disso, é importante que o profissional expresse sua vontade em fazer o acompanhamento psicológico, podendo assim lidar com o estresse e desempenhar suas atividades com qualidade e sem adoecer.